Lições do 12 de Março, a pensar nas aulas do 15 de Outubro (IX)

Não há centralismo que vença a melhor das fantasias, mas há fantasias que lembram o pior do centralismo. A frente que se consolidar a partir do dia 15 de Outubro, ou seja, o que se for capaz de pensar, decidir e fazer a partir da maior Assembleia Popular desde que se desistiu do PREC, será o salvo conduto para fazer de Portugal a Grécia, precipitando a todo o custo uma solução com outro horizonte do que aquele que os pajens da Merkel demonstram.  Aos sindicalistas do 1 de Outubro, cabe-lhes a responsabilidade de comparecer, responder ao chamado traduzindo experiência em actos concretos, não continuar de costas voltadas para o desconhecido e vencer o sectarismo. O mesmo vale em sentido contrário. Uns e outros devem pensar se basta continuar a descer avenidas, tão ordeiros como insensatos, sem ter a capacidade de parar o saque no dia seguinte. Para que se evite o inevitável precisamos que as armas de Abril não se voltem a calar em Novembro.

O cartaz, esse sim, é da inevitável Gui, e aposto que tem deixado o lado negro roído de inveja ou vá, com um bocadinho de medo do blackout não ser suficiente…

[a 27 dias das ruas voltarem a ser nossas]
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