D. Januário Torgal: «Tenho vergonha deste país», «as pessoas estão desapossadas da sua dignidade»

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=2000827

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

22 respostas a D. Januário Torgal: «Tenho vergonha deste país», «as pessoas estão desapossadas da sua dignidade»

  1. Picamiolos diz:

    !!!!!????? ….mas o cardial Policarpo disse que apoia as pedidas do governo/troyka !!!!????
    Com ou sem batina a seita é toda a mesma !

  2. miguel serras pereira diz:

    Sim, este bispo é um homem de bem, mas convém não esquecer que o faz — o que só o honra — contra o espírito dominante de uma instituição, a Igreja de Roma, politicamente nociva, cujo mais alto representante, Ratzinger, é um inimigo jurado das liberdades democráticas, contra cujas conquistas continua a empreender sinistras campanhas. O “caso Porfírio Silva” (http://maquinaespeculativa.blogspot.com/2011/09/uma-historia-pouco-catolica.html) vem lembrá-lo a quem precise. Como se o recente sermão de Policarpo aos sindicalistas e outros não bastasse…

    msp

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      msp, tenho as maiores dúvidas em considerar isto um “caso” (que até já foi capa do DN). Infelizmente conheço (e já vivi) casos semelhantes de pessoas que venceram concursos públicos e que foram afastadas de contratos por não serem do PS ou PSD, da loja certa da maçonaria ou da Opus dei.
      Eu bem sei que a UCP beneficia de um estatuto esquisito, por via da concordata. Mas, ainda assim, é uma instituição privada que me parece ter todo o direito de não contratar quem entende opor-se à sua doutrina. Se fosse uma instituição pública, seria outra coisa.

  3. De diz:

    “D. Januário Torgal Ferreira, diz não querer ser cúmplice com “esta multidão de pessoas que já foram desapossadas da sua dignidade, do respeito por elas próprias”, elogia a esquerda e acusa o governo de falta de sensibilidade e de incompetência.”
    ““Tenho vergonha porque numa casa onde os mais pequenos não se podem sentar à mesa e comer do mesmo pão, que é o pão dos direitos e da dignidade, quem estiver a presidir à mesa deve sentir-se cúmplice”, disse D. Januário. “E se nos dizemos Igreja, servidores do mundo, devo sentir-me cúmplice e não devo dormir tranquilo perante toda esta multidão de pessoas que já foram desapossadas da sua dignidade, do respeito por elas próprias e a quem as promessas vão no pior sentido”.
    Januário recorda o passado e diz ter tido vergonha da Igreja quando esta se calou e se ajoelhou diante de Salazar. Lembra que homens da Igreja foram educados no medo e não na liberdade e no à vontade de dizer o que pensam.
    E afirma que hoje em dia, uma pessoa que toca em aspectos sociais é alguém que é de esquerda. “Mas então honra seja feita à esquerda”, afirma, apontando que há muitos comunistas que são mais católicos que muitos católicos”. E questiona: “porque é que só em momentos eleitorais se vai para as feiras? Se vai para os banhos de multidão e se dá beijinhos em gente mais simples?”

    Isto não é uma questão religiosa e não me interessa sequer ir por aí.
    Interessa-me sim registar estas palavras raras de um sacerdote.

    E recordar a palavra cúmplice.A forma digna como a refere D.Januário Torgal.Tão ao contrário da forma como alguns dos ditos de esquerda foram objectivamente cúmplices com a intervenção da Nato na Líbia.E como andam agora para aí a arrastar-se,tentando esconder o que de facto foram e como de facto de portaram…

    • João Valente Aguiar diz:

      Caríssimo De,

      essas palavras de todos nos sentarmos na mesma mesa de que fala o bispo é a velha conversa de os trabalhadores e os patrões ficarem amiguinhos, com mais côdeas para os primeiros, e a dominação dos últimos se mantiver. Claro que o bispo não é estruturalmente tão reaccionário como a restante hierarquia da ICAR mas alguém duvida das posições dele em relação à luta dos trabalhadores? Porque será que ele nem sequer falou nas medidas da troika contra os trabalhadores? Cuidado com as cantigas de embalar da hierarquia da ICAR. Se ele fosse tão nosso amigo não estaria onde está.

      • De diz:

        Caríssimo João Valente Aguiar:
        Quase sempre de acordo consigo…mas nesta questão subscrevo os apontamentos de Pedro Penilo.
        Como disse não quero enveredar pela questão religiosa.Acho que neste momento contribui para nos distrair do essencial.
        Não se confunda de facto esta posição de D.Januário com a posição oficial da Igreja.Que não se confunda no entanto aquela com o discurso de D.Policarpo,de apoio subserviente à troika e de crítica aos sindicatos.
        E tem que se valorar o que é (pelo menos tudo o indica) diferente..mesmo que o futuro nos desdiga ou mesmo que as coisas não sejam aquilo que nós queríamos que fossem

        Muito mais coisas haveria aqui a dizer.Alguns aspectos essenciais já Pedro Penilo as referiu.Também há uma outra questão que me parece pertinente mas que agora não é o tempo nem a hora.Que é o da política de alianças…

        Já quanto ao Bispo do Porto,subscrevo as suas considerações

        Um abraço

      • De diz:

        Para que não haja mal entendidos…
        “Já quanto ao Bispo do Porto,subscrevo as suas considerações”…as considerações de João Valente Aguiar,como é evidente

  4. Sassmine diz:

    este homem é precioso.

  5. João Valente Aguiar diz:

    Pedro, algumas coisas que esse gajo diz são mto lindas e ternurentas (“levar a liberdade à Igreja”, “contra o mercantilismo”, etc.) mas achas mesmo que ele chegava onde chegou na hierarquia da ICAR se fosse de esquerda? Como dizem os gajos que acreditam nessa organização mafiosa, “por amor de deus”. O gajo tem a sua função social de hoje dar uma no cravo e amanhã ajudar a desfazer o cravo com a ferradura. Ouvir esse gajo faz-me sempre lembrar o que o Marx dizia no Manifesto:

    «a sua acusação principal contra a burguesia reside precisamente no facto de que no regime desta se desenvolveu uma classe que fará ir pelos ares toda a velha ordem social.

    Censuram ainda mais à burguesia ter gerado um proletariado revolucionário do que ter, em geral, gerado um proletariado.

    Na prática política tomam por isso parte em todas as medidas violentas contra a classe operária, e na vida habitual acomodam-se, a despeito de todo o seu palavreado pomposo, a apanhar as maçãs douradas e a trocar a lealdade, o amor e a honra pelo tráfico de lã, beterraba e aguardente». O Marx refere-se aqui aos negócios vultuosos que a ICAR controla, algo que esse bispo nem sequer menciona. Pudera, a raiz do poder da mafia da batina tem de permanecer oculta. Mas voltemos ao grande Barbas:

    «Nada mais fácil do que dar ao ascetismo cristão uma demão socialista. Não bradou também o cristianismo contra a propriedade privada, contra o Estado? Não pregou em vez deles a caridade e a pobreza, o celibato e a mortificação da carne, a vida monástica e a Igreja? O socialismo cristão é apenas a água benta com que o padre abençoa a irritação do aristocrata».

    É a mesma história sobre o ranhoso do bispo do Porto. A maioria das pessoas falam desse fascizóide mas nunca leram a carta dele a pedir liberdade dentro do regime para que se evitasse o crescimento do PCP, a falar desse mal que seria o comunismo, entre outros mimos anti-comunistas. Longe de mim defender a medida criminosa do Salazar, mas nós não podemos continuar a achar que a hierarquia da ICAR (sublinho, hierarquia da ICAR – não a confundo com o crente comum) é constituída 100% de reaccionários puros. A hierarquia da igreja tem sempre uma franja minoritária aparentemente com preocupações sociais. Nesta franja não cabe, naturalmente, a Teologia da Libertação e casos excepcionais de padres honrados que se colocaram, na LUTA PRÁTICA, do lado dos trabalhadores. Sejamos francos, se a luta crescer ele fará o mesmo papel dos Mários Soares: dar uma aparência de sensibilidade social, para que o proletariado não se revolte contra o sistema, mas que, pelo contrário, alargue a sua legitimidade.

    Estas declarações da padralhada só servem para uma coisa: perceber o grau de dissensões no seio dos grupos dominantes – e que é um factor importante. Fora isso, só servem para levar a água ao moinho da ICAR. Afinal eles têm 2 mil anos de experiência.
    Abraço

    • Pedro Penilo diz:

      Não subscrevo nada do que aqui escreves, João. Uma coisa é a teoria, outra a realidade. A teoria não descreve casos pessoais. Ouve bem o que diz o homem. Se ele elogia “o Partido Comunista” – não está a dar “uma demão de socialista”.

      Todo o seu discurso é coerente, nos vários temas que aborda. É inteligente, não é demagógico. E faz diversas críticas nada fáceis à própria hierarquia.

      Nem sequer é caso é caso único. Tu próprio os referes… Porque é que esses exemplos servem e este não? O que significa isso de “luta prática”? Uma entrevista deste calibre na TSF (que no caso deste homem tem uma história coerente e continuada) não é luta prática?

      Esse tipo de acusações podes fazê-las a outros, de opinião mais dúbia, intermitente. Mas não a este, parece-me.

  6. miguel serras pereira diz:

    JVA,
    nem tanto ao mar, nem tanto à terra.
    Não devemos absolver a Igreja à conta de Januário, mas não há razão para considerarmos Januário hipócrita ou farsante por ser um homem de igreja. É verdade que a sua sinceridade, que me parece evidente, pode ser utilizada pela hierarquia como isco e alibi. É verdade também que, improvável mas não impossivelmente, Januário e outros possam civilizar no sentido da democracia o comportamento da instituição.
    E quem diz Januário pode dizer outros. Há católicos que, não sendo decerto leninistas, defendem versões radicais dos princípios da igualdade e liberdade comuns, que nos foram legadas pela tradição operária e popular – ao mesmo tempo que aceitam, e reivindicam, a destituição política da religião, a laicidade das assembleias que deveriam ser a base do autogoverno dos cidadãos comuns.
    Nada disto anula a meu ver a importância profunda da questão religiosa e da necessidade de dessacralização do poder hierárquico e de classe. Mas há que distinguir. Ou não haverá que?

    msp

  7. João Valente Aguiar diz:

    Pedro,
    Cada um acredita na bondade que bem quiser…
    Eu sou sempre céptico dessa gente. Uma coisa são padres e alguns crentes que, de facto, se juntaram à luta dos trabalhadores (Teologia da Libertação, Dom Helder da Câmara, Frei Betto, freiras que andam com bandeiras de Cuba na ocupação de assentamentos dos sem-terra no Brasil, etc.). Outra coisa, são os Januários, conforme procurei explicar acima.
    Fé, só no socialismo. E mesmo em relação ao socialismo, não esquecer nunca que aqui a razão é sempre infinitamente mto mais importante do que a crença.
    abraço

    • Pedro Penilo diz:

      Mas qual crença, qual fé!!! Alguém te pediu para teres fé? Alguém disse que se convertia?

      O comentário dele é político. Não há ao longo da entrevista nenhum apelo à fé.

      Mas o homem é um bispo, carago…! E continuo sem perceber: era necessário que ele andasse com uma bandeira de Cuba para as declarações dele serem politicamente relevantes para a luta que aí vem? Parece-te que as declarações dele, favorecem o protesto dos católicos, ou não?

      A mim parece-me que sim.

      • João Valente Aguiar diz:

        Acho que és um não-crente com fé na bondade do ser humano que tem palavras bonitas. Mas o que importa é que os católicos comuns e que estão a ser explorados e roubados pelas medidas das troikas venham para a rua lutar. Para que, através da luta, percebam que o caminho não passa pelos Januários. Hierarquia é uma coisa. Os trabalhadores católicos são outra.
        A minha intervenção sobre este assunto fica por aqui, até porque acho que deixamos clarificadas as posições de cada um.
        Abraço!

        • De diz:

          “Acho que és um não-crente com fé na bondade do ser humano”
          Lol
          Gostei dessa

          Também a minha (modesta)intervenção fica por aqui
          Um abraço a ambos

  8. Jorge Feliciano diz:

    De facto a intervenção do Januário Torgal é um comentário político como política é a instituição a que ele pertence.

    Esta intervenção propriamente dita insere-se num contexto político do qual a Igreja pretende tirar proveitos e acontece após o 27º Encontro Nacional de Pastoral Social da Igreja Católica.

    Um dos objectivos deste encontro explanados numa notícia do Público (http://www.publico.pt/Sociedade/igreja-quer-todas-as-paroquias-mobilizadas-contra-a-crise_1511961) é a formação de “Grupos de acção social em todas as paróquias católicas, mobilizados contra a crise. A proposta sairá amanhã do 27º Encontro Nacional de Pastoral Social, da Igreja Católica, como forma de responder às necessidades das famílias mais penalizadas pelas medidas de austeridade tomadas nos últimos meses pelos Governos – do PS, primeiro, do PSD-CDS, agora.”

    Um porta voz da organização adianta ainda

    «“Há paróquias que descansaram depois de terem um centro social paroquial”, acrescentou o bispo (Carlos Azevedo). Mas a acção social “abarca a saúde, as pessoas que estão um pouco à margem” e também os desempregados. Ora, acrescenta o bispo, as valências dos centros sociais “são mais voltadas para a infância e velhice e não tanto para estas novas situações”.

    Aos jornalistas, Carlos Azevedo explicou que a ideia é “responsabilizar voluntários” à semelhança do que acontece com serviços paroquiais como a catequese e a liturgia. É preciso “um grupo na paróquia que dê corpo ao atendimento das pessoas” que precisam e que vá “ao encontro das situações” de maior necessidade. »

    E assim surge a Igreja como anestesia da revolta sempre buscando alargar influência.

    A entrevista do Januário parecendo contraditória neste contexto, é na minha opinião um clássico da boa vontade hipócrita, uma tentativa sempre repetida da Igreja de estar bem com deus e com o diabo, ou melhor, estando com o poder dominante vai fazendo festinhas aos dominados.

    Sinceramente não percebo tanto entusiasmo com estas declarações (o esquerda.net até fez um destaque na sua página)

    • João Valente Aguiar diz:

      Ora aqui está alguém que não conheço de lado nenhum e percebeu onde eu queria chegar. Este comentário de Jorge Feliciano tem ainda a vantagem de ter inserido essa actuação genérica da igreja (que eu expus acima) no contexto concreto das orientações do Encontro Nacional da Pastoral Social.
      Não abram os olhos que não é preciso…

    • Pedro Penilo diz:

      Jorge, não deves ter ouvido a entrevista com atenção. Pelo menos não com tanta quanto com a que leste a notícia. O que é que assistência aos pobres tem a ver com o elogio do Partido Comunista Português. E em que é que esses aspectos de que falas tiram relevo político para toda a esquerda destas declarações, na perspectiva de uma política de alianças, como já referiu o De?

  9. João Valente Aguiar diz:

    Pedro, aqui está mais um para a tua “política de alianças”:
    http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO013896.html
    Van Zeller afirma que “é ridículo o povo aceitar sacrifícios e não ir para a rua”, entre outras coisas mto parecidas com o teu bispo. Já que se está numa de alargar, alargar, alargar, porque não contemplar a grande burguesia industrial (a que os media glorificam porque exporta) e os seus interesses numa grande cruzada nacional contra a burguesia parasitária e financeira? O Van Zeller tb acha que devemos ir para a rua. Caramba, para quê os sindicatos mobilizarem para a luta quando temos os empresários da indústria a fazer isso?

    Agora a sério Pedro. O pessoal tem de ter mto cuidado com o que a burguesia e seus agentes (igreja, no caso) têm por função. A burguesia não é só reaccionários abertamente assumidos e que querem fuzilar comunistas e trabalhadores num estádio de futebol como o Pinochet. Os gajos podem perfeitamente dar uma de gente preocupada socialmente e mesmo mobilizar para a luta. No Brasil, a FIESP (Federação dos Industriais do Estado de São Paulo) tb chegou a apelar e mesmo a mobilizar para a presença do povo em lutas de rua contra o governo FHC. Não te esqueças que o que eles têm medo é da luta organizada e independente dos interesses da burguesia. Daí que eles façam esforços para colonizar a luta e, com a história do fazer pontes com a sociedade civil e com os sindicatos, acabam por levar a luta para onde eles querem: fazer crer que é possível trabalhadores e patrões chegarem a um compromisso mútuo – peça-chave para manter a legitimidade do sistema, mais ainda num contexto de crise económica generalizada e onde os receios de irrupções populares dominam as preocupações deles. E quem tem a função de diplomática e amigavelmente levar as coisas ao porto da harmonia de classes depois de umas lutazitas para descomprimir? Os Januários e os Fernandos Nobres deste mundo. Eles não se importam que haja protesto desde que este não cresça substancialmente e, sobretudo, que a consciência de classe não cresça. Porque o que eles querem é subverter a luta independente de classe dos sindicatos para, como resultado, as pessoas acharem que se protestou, ganhou-se alguma migalhita e, no final, digam “obrigado senhor padre por se ter preocupado connosco”. Um novo “consenso social” é restabelecido. Até que haja uma nova crise, as coisas rebentem novamente e as ladainhas voltem. A luta de classes para estes sectores da burguesia não é inexistente, é circular e funciona em torno da utopia de se chegar a um equilíbrio (não de forças mas de paz social). Ou para tentar ser mais claro, há sectores que aceitam a existência de conflitos e diferenças entre as classes, mas a perspectiva deles é sempre a da busca do equilíbrio entre elas, tal como aliás é mto bem expresso na doutrina social da igreja. Nem toda a burguesia pensa o mesmo da luta de classes, uns acham-na um mal do mundo (como a igreja e a social-democracia) e por isso ela tem de ser reduzida ao mínimo e sempre bem conduzida ao porto final da harmonia; outros, como os neoliberais mais cegos simplesmente acham que ela não existem. Mas quem mantém a legitimidade do sistema não são os segundos. Nenhum trabalhador sabe quem é o Milton Friedman, mas todos sabem quem é o Papa.

    E por aqui me fico, pois já me estendi mto mais do que devia e do que queria.

    Voltemos à luta real que essa sim é que traz verdadeiros frutos.

    Um abraço fraterno para ti Pedro

  10. De diz:

    Caro João Valente Aguiar:
    Não vou repetir argumentos.Venho breve e de fugida apenas para falar num ponto

    Não é aqui o momento para discutir “políticas de alianças”…mas quando falei no tema não o “engaiolava” em questões fulanizadas nem em hierarquias funcionais…
    ..pensava antes num modelo de análise mais abrangente,mais assente na correlação das classes sociais…e das lutas a elas inerentes
    Pensava por exemplo nos desenvolvimentos teórico-práticos deste magnífico texto que fez agora 10 anos…no seu ponto 3 nomeadamente.
    http://resistir.info/portugal/seis_caracteristicas.html
    Por agora basta-me.Sei que muito havia a dizer mas creio que devemos voltar a um ponto que sublinha-a luta real
    Um abraço de um “compagnon de route”
    De

  11. Jorge Feliciano diz:

    com o teu repto “Jorge, não deves ter ouvido a entrevista com atenção. Pelo menos não com tanta quanto com a que leste a notícia” aproveitei o meu dia de folga gastando, entre outras tarefas revolucionárias, meia hora a ouvir o Januário que, de facto, havia dedicado somente (oh perfídia!) alguns minutos lendo o resumo e saltando daqui para ali na sua entrevista.

    Percebi o teu e outros entusiasmos na coisa. Revolução social e tal. Mas o que me ficou nos ouvidos foi

    “é com mel que se caçam as moscas”

Os comentários estão fechados.