sim, vamos tentar outra vez. sim, as mãos são nossas e vão continuar a trabalhar. sim, não andámos na clandestinidade, mas o silêncio é outra forma de ser clandestino. se te apetece dizer “não!”, grita comigo, “Não!”.

Sobre Sassmine

evil fingering.
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15 respostas a sim, vamos tentar outra vez. sim, as mãos são nossas e vão continuar a trabalhar. sim, não andámos na clandestinidade, mas o silêncio é outra forma de ser clandestino. se te apetece dizer “não!”, grita comigo, “Não!”.

  1. Tiago Mota Saraiva diz:

    Excelente!

  2. Havia em tempos mutados, em tempos menos, uma força que quase se tornava razão, existia nos tempos já velhos mas paradoxalmente juvenis um éter resultado do espirito de ambição e desígnio humanos.
    Acreditávamos todos que o caminho era sempre em frente, que o lugar de chegada estaria sempre na dianteira do percurso já palmilhado mas que cada metro avante nos traria um pouco daquilo que se buscava.
    A vida era então uma participação na senda do que inevitávelmente se construía para encontar esse destino.
    Eram os tempos do sonho, da utopia, da vontade, da participação calorosa na multiplicidade de representações da grandiosidade humana, repleta de riquezas culturais, tolerancias, conceitos e estados de alma, mas sempre, sempre embriagados por esse éter que pairava por cima da nuca dizendo-nos que sim que o brilho estava no futuro, nos dias por vir.
    Chegou então o tempo em que o tempo se recontou, e a contagem trouxe um outro tempo para aquém da dimensão anterior, derrubando edifícios civilizacionais e removendo o brilho que tinha sido colocado no futuro e que fomentava a esperança.
    Elevou-se então o cinzento, a desilusão, o conformismo, o sonho tornou-se pesadelo, na porta só cabe um de cada vez e as palavras tornaram-se pequenas, as acções modeladas e da utopia as vísceras.
    Adormece-se encostado e acorda-se fraco e entre garfadas, requisito de sobrevivência
    mal amanhada, postula-se a saudade, o vislumbre edílico de um outro homem, que fazia acontecer segundo a sua vontade e que concebia a vida como uma escada para a felicidade.

  3. RS diz:

    Ui, a Luar.
    Acabou mal, depois de eleita a constituinte, com acusações e desentendimentos sobre dinheiros de assaltos.

  4. RML diz:

    http://www.youtube.com/watch?v=koqpUU2pYQk

    Não são operações espectaculares mas são sensações lúdicas saudáveis!

    E em termos de excelência, dá 15 a 0 à LUAR e quejandos…

  5. Mário Abrantes diz:

    Muito interessante o filme, com muito boa qualidade de imagem.

    Passados tantos anos é reconfortante verificar como o socialismo triunfou nas ex-colónias, cujo ex-libris deve ser a espécie de oligarquia criminosa que oprime Angola. Tanto faz quentes como frias, as vitórias da esquerda acabam sempre por ter o fedor azedo a triunfo dos porcos.

    • Sassmine diz:

      está a falar do cheiro do Paulo Portas? é que essa conversa é para ter com ele e não comigo. ou está a sugerir que em 1974 o discurso da LUAR deveria ser: cuidadinho com as independências, que eles são pequeninos e vão cair na corrupção se nós não os protegermos? talvez até, quem sabe, a simples “Angola é nossa!”, não?

      (ah, espera, eles caíram e continuam na merda com a nossa cumplicidade, porque o Eduardo dos Santos corrupto, podre de rico e não-socialista agrada-nos de sobremaneira, anda cá Edu, vamos trocar vistos já que já não dá para trocar diamantes com o Savimbi…)

  6. Isabel Faria diz:

    Não poemos esperar por milagres!!
    Sabemos isso há tanto tempo…que não faz sentido termos chegado aqui!!
    Obrigado pelo video. E pela viagem ao futuro.

    • Sassmine diz:

      O prazer foi meu, Isabel. 🙂
      E é isso mesmo. Não há milagres, não há impolutos, não há caminhos a direito. Mas há conversa mole p’ra boi dormir e distrair-nos do essencial. Assim não há futuro que resista.

      • Se não dás a mão nas pequenas coisas como esperas que acredite que darás a vida quando a causa for grande?
        Alguém disse: como pode esperar-se que a esquerda participe num formato de governação que se propõe não a não explorar as pessoas mas apenas explorar menos.
        Muito bem mas…na prática, na vida real das pessoas esse diferencial é … vital.
        E o ponto de partida não faz parte do caminho? ou julgais que 50 euros a mais ou a menos não é razão de batalha? ou julgais que o objectivo maior, não são muitas, pequenas, mas concretas lutas e que isso é um caminho menor?
        Eu amante dos ideais, preferia uma esquerda no governo contribuindo dia a dia (tijolo a tijolo) para que se explore menos as pessoas do que a agoniante espera revolucionária.
        Mas isso sou eu na minha gloriosa ignorância (apesar de estar sentado no sofá a fumar cachimbo e a ler um livro)

        • Sassmine diz:

          Não és só tu. Eu também acho que os ideais são o farol, mas a prática é aqui e agora com o que há e não com o que era muito bonito que houvesse.

  7. José diz:

    Curiosamente, um dos fundadores da Luar foi presidente do PPD: Emídio Guerreiro.

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