Lições do 12 de Março, a pensar nas aulas do 15 de Outubro (VI)

Desenho da Gui Castro Felga

Antes indignados do que resignados, antes revoltados do que conformados. Mais vale ser um cão raivoso do que um carneiro, antes viver à queima roupa do que morrer em mútuo consentimento.

O novo álbum do Sérgio Godinho, cujas músicas ouvi ao longo de toda a semana na Antena 1 e em ante-estreia na Festa do Avante, não valem um chavo. Correm atrás da ética temática dos tempos que correm mas ficam muitos furos abaixo ao que o Sérgio nos habituou. Não é Deolinda quem quer é Deolinda quem sente. E o Sérgio não sente. Pelo menos não sente como sentia dantes.

É preciso evitar fazer o mesmo com a luta e impedir que cada acto se transforme num obediente e previsível chá dançante.

Off Topic: Que água leva o bico do Van Zeller, o patrão dos patrões, quando diz que “é ridículo o povo aceitar sacrifícios e não ir para a rua”?

[a 35 dias das ruas voltarem a ser nossas]
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