Cancelar é fácil

Cancelar a requalificação das escolas e não concluir e rectificar algumas intervenções que foram feitas é projectar um futuro explosivo. Não aproveitar o trabalho que se encontra por fazer para promover um processo-piloto, transparente, rigoroso, e no qual a qualidade seja o eixo central, é reconhecer que esses princípios não estão na agenda do governo. Cancelar é abdicar do país.

Aqui

Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged . Bookmark the permalink.

4 respostas a Cancelar é fácil

  1. Concordo que cancelar é fácil. Cancelar bem é que é díficil, mas necessário. Há projectos que vão ter de ser cancelados, porque não é possível concretizá-los todos.

    Concordo que a Educação deve ser defendida o mais possível dos cortes de despesa. Porque é fundamental para permitir a própria mudança estrutural necessária para tornar este país sustentável. Porque agora não o é.

  2. Niet diz:

    Mais um texto de grande qualidade assinado por NR de Almeida. É verdadeiramente notável o grau de rigor, leveza e inexaustabilidade argumentativa. Claro, a ” pequeníssima ” cena portuguesa pode derrapar…A propósito, descobri uma noção muito gira do Platão- salvo erro nas Leis, livro- que foca o papel dos Conselhos Nocturnos, orgãos máximos de controlo político e social constituídos por homens acima de qualquer suspeita…Fez-me lembrar as ” oficinas ” do sr. Relvas, só que estas podem solicitar/ comprar à Bull, à Boeing/US Narus , à ZTE Corp( China) e à VASTechn SA( RSul Africana) instrumentos electrónicos para controlar as comunicações entrando e saindo da jangada de pedra, poupando, olè, com os gastos nos adidos de gabinete…Niet

    • Nuno Ramos de Almeida diz:

      Niet, o que eu gosto em ti é a capacidade de argumentar. Nunca insultas. Nem nunca condenas um texto antes de o ler. Ao contrário de muitos, até tentas perceber o que lá está escrito. Há malta parva que acrecenta piadas do Relvas, conclui o contrário que está escrito no texto, mas tu não. Força, continua assim.

  3. Gentleman diz:

    Foram gastos milhões em obras sumptuárias nas escolas. A requalificação é louvável mas o nacional-porreirismo dos responsáveis pela adjudicação e fiscalização do projecto levaram às inevitáveis habituais derrapagens.
    Agora, antes de pensar em obras não indispensáveis, o que é prioritário é o país pagar as suas dívidas.

Os comentários estão fechados.