Não se enriquece a trabalhar


Ainda a taxação das grandes fortunas, de novo rejeitada ontem pelo ministro Vítor Louçã Gaspar.
Seria muitíssimo fácil justificar uma medida desse tipo – justiça social, justiça fiscal, aumento das receitas em impostos, simples questão de solidariedade e por aí fora.
Mas uma só razão parece-me suficiente: não se enriquece a trabalhar. Os ricos são ricos porque, na maior parte dos casos, roubaram a alguém o dinheiro com que fizeram a sua fortuna:
– aos seus trabalhadores, esmifrando até ao tutano a sua força de trabalho durante décadas a fio;
– ao Estado, fugindo aos impostos devidos e recebendo os incentivos fiscais indevidos;
– através de outras ilegalidades / imoralidades.
Claro que há excepções. Como ter ganho o Euromilhões, por exemplo.

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5 respostas a Não se enriquece a trabalhar

  1. É no mínimo curioso que o Ricardo, que já se percebeu ser do PCP, insista em tratar sempre o ministro das finanças como Vitor LOUÇÃ Gaspar, sendo provavelmente o único que o faz, entre blogues e comunicação social. Que razão misteriosa existirá para tanta insistência no nome do meio do ministro?

  2. Ricardo Santos Pinto diz:

    André,

    Como diz o Nuno, não sou militante do PCP, apenas simpatizante. E se é verdade que é o Partido que, em minha opinião, mais luta pela igualdade social e pelos direitos dos trabalhadores – que me lembre, nunca votei noutro Partido – também é verdade que me sinto completamente à vontade para criticá-lo sempre que achar necessário, sobretudo a nível da sua política internacional e da defesa que por vezes é feita de regimes no mínimo pouco recomendáveis.
    Quanto ao Vítor Louçã Gaspar, da primeira vez foi uma pequena brincadeira. Mas vi que houve tanta azia que, a partir de aí, é só para chatear. 🙂
    Por fim, gosto do Francisco Louçã. Por que razão havia de não gostar?

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