A lei da rolha não é inevitável. As ruas a arder, por este andar, são.

O aprendiz do Ferreira Fernandes continua a colocar blogues a soldo, nas horas vagas que lhe sobram à renegociação da dívida e aos panfletos de Verão do Bloco de Esquerda. Acho bem, embora não lhe gabe nem a destreza, nem a frontalidade. Com o seu tuite fico duplamente aliviado quer por o tipo não estar a falar do 5dias quer por vigorar nesta tasca, vá lá, outra coragem. É que se é um prazer partilhar um blogue com quem nem sempre estou de acordo, parece-me insuportável a ideia de o fazer com um cobarde. Se assim não fosse, confesso, e se alguém por estas bandas (o que está longe de ser o caso) fervesse em pouca água, o assunto já se resolvia com recurso a dois dois tabefes. É que se a elegância sugere que cada meretriz responda pelo seu corpo, a prudência desaconselha a que se prefira a luta contra os ardinas à luta contra os proprietários. Mas isso digo eu que para dar outra cor às ruas sempre preferi as toupeiras aos rebanhos obedientes e resignados. Será sempre mais fácil questionar o homem que se “burocratiza” do que o burocrata que tarda em fazer-se “homem”. Em suma, se o Seguro vier a ser seguro (ou será o Costa?), e o Sales acabar como assessor estratégico-táctico, pelo amor à pátria e devoção à camisola, que se cuide quem escreva com ele, paredes-meias.

Dedicado ao Sérgio Lavos, Pedro Sales.

Aos 1’33 jovens social-democratas gritam “Soares é Fixe” numa ode ao Bloco Central.

Off topic: Ó alegre Pedro Sales, cheerleader dos revanchistas, picardias à parte, granda panfleto de Verão do BE! Se o Seguro apanhou isto entre o festival da Zambujeira do Mar e o de Paredes de Coura é porque finalmente se pode provar que o BE influência o PS pela esquerda e que os seus estão no bom caminho da cadeia alimentar:

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