PS, PSD e CDS: Obrigado!

Thousands of young unemployed professionals are escaping Portugal’s crippling economic crisis by finding jobs in former colonies, such as Brazil and Angola. The reversal of traditional migration patterns is fuelling talk of a “lost generation”.

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17 respostas a PS, PSD e CDS: Obrigado!

  1. Antónimo diz:

    agradeça-se em português, que são as línguas que se falam por essas bandas

  2. durruti diz:

    Convém fazer uma precisão: os portugueses que vão para Angola não são, na sua maioria, emigrantes. Isto porque são contratados por empresas portuguesas, nas quais já trabalhavam quando viviam em Portugal. A designação correcta nestes casos é expatriados.

  3. FNV diz:

    Qual é o problema? Agora no 5 Dias também se sofre de nacionalismo?

  4. Talvez a velha frase “Para Angola, rapidamente e em força” comece agora a fazer algum sentido…

  5. De diz:

    Atiremos achas para a fogueira:
    No Ciberdúvidas da língua portuguesa
    “Segundo o Aurélio, expatriado é: «Que ou aquele que sofreu a pena de expatriação, ou que se expatriou; exilado.»
    Por sua vez, o Dicionário da Porto Editora diz, sobre o adjectivo expatriado, o seguinte: «que está fora da pátria; desterrado; exilado». Como substantivo, define-o assim: «pessoa que se exilou ou foi condenada a desterro».
    Quanto a emigrante, o Aurélio refere: «Que ou quem emigra; emigrado.» E o Dicionário da Porto Editora: «que emigra». E como substantivo: «aquele que vai procurar trabalho ou fortuna noutro país».
    Isto é o que dizem os dicionários. A minha interpretação é a seguinte: o expatriado sai da sua pátria por imposição do poder; o emigrante geralmente sai do seu país para melhorar as condições de vida, embora possam existir outros factores. Contudo, a grande diferença resume-se a isto: a vontade do expatriado regra geral não conta, enquanto a do emigrante é que determina a acção de sair ou não do seu país.”
    Assim se expressava o Ciberdúvidas em 2001
    (http://www.ciberduvidas.pt/pergunta.php?id=8453)

    Tem-se utilizado nos nossos dias o conceito de Expatriado como uma pessoa que é colocada num país em situação de deslocado do seu local ou país de origem

    O que esconde no fundo a apropriação do termo “expatriado” para aqueles que partem com guia de marcha das suas empresas?
    Uma distinção de classe!!!
    Expatriado se tem um curso superior.
    Emigrante se é um iletrado,que vai trabalhar para a construção civil, para obras de saneamento básico ou para qualquer coisa afim

    E sabendo que emigrante e expatriado são “coisas diferentes” , não deixa de ser relevante que as razões que levam um e outro a sair do país são exactamente as mesmas: a necessidade de ganhar o pão ou de adquirir melhores condições profissionais em países que não os de origem

    • durruti diz:

      Expatriado no sentido de que está fora da pátria. É a designação corrente mundo anglo-saxónico para os nacionais de um país que trabalham no estrangeiro para empresas do seu país de origem.

      Os expatriados portugueses em Angola não são apenas pessoas com curso superior. Muitas não têm. Algumas até executam trabalhos manuais (especializados).

      É um bom sinal haverem cada vez mais portugueses a trabalharem no estrangeiro para empresas portuguesas. Os expatriados são uma consequência da internacionalização das empresas portuguesas.

      • De diz:

        “Angola lidera o crescimento da emigração portuguesa. Os primeiros dados revelados pelo Observatório da Emigração referentes a 2010 colocam no país africano 92 mil portugueses, mais 17 mil do que em 2009. Um aumento de 23%.”
        A emigração “recrudesceu” nos últimos anos devido à crise, defende a investigadora Beatriz Rocha–Trindade, adiantando que saem em média cem mil portugueses por ano.

        Há quem lhes chame “expatriados”
        Até há quem veja na emigração dos nossos jovens para o estrangeiro um bom sinal

        Pergunte-se à “geração perdida”o que acha de tal
        Pergunte-se o que acha de um país,onde as políticas neo-liberais e ao serviço dos potentados económicos os obriga a emigrar?

        A emigração voltou a ser o destino de muitos portugueses.
        Com características diferentes é certo.Mas os factos são indesmentíveis.

        Que país é este que obriga a emigrar para se conseguir seguir em frente?
        “Youth unemployment in Portugal is 26.8%, with more than 95,000 people jobless between the ages of 16 and 25
        About 6.5% of the country’s population of 10 million left the country between 1998 and 2008, according to economist Alvaro Santos Pereira”
        “Natalia has no doubt about who is blame for the crisis, which has destroyed her career aspirations.”Banks. They made mistakes and now they say we have to pay. But I disagree, I don’t want to pay,” she says.”I prefer to leave everything behind – family, friends, my culture – everything than to pay for a crisis I didn’t cause.”

        PS,PSD,PP têm que prestar contas.São eles que estão a levar o país para o abismo

        • durruti diz:

          Lamento, mas essa conversa fiada nada tem a ver com o que escrevi.
          Emigração é uma coisa. Pessoas que vão para o estrangeiro trabalhar em empresas portuguesas são outra. O que afirmei foi:
          «É um bom sinal haverem cada vez mais portugueses a trabalharem no estrangeiro para empresas portuguesas. Os expatriados são uma consequência da internacionalização das empresas portuguesas.»
          E isto ninguém de bom senso pode negar.

  6. a anarca diz:

    Tiago,
    Está se a esquecer do BE e do PCP (vejo-os tão responsáveis como todos os outros).

    se

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Pode indicar-me em que governo?

      • a anarca diz:

        Tiago,
        Nem, conseguem ser governo !
        Como oposição são brandos e ineficazes …
        Tivemos uma oportunidade de ouro em correr com o homem da servilusa
        e os votos perderam-se numa cambada de patetas alegres …
        Há que dar o corpo ao manifesto !
        Deveriam ter tido Bolas e confrontarem-se com a Troika .
        se me perguntar 🙂
        O que fazer?
        direi: Acção !!!
        sair do casulo e dar uma volta pela realidade poderá refrescar a ideologia .

        • Carlos Vidal diz:

          Oh anarquinha, anarquinha, essa da Acção!!! é o que eu ouço os meus amigos das artes em movimento (vá, vídeo e cine) quando falam para os seus actores:
          1, 2, 3, Accção!!!!!!!
          Boa anarquinha, vai um conselho meu.
          E não diga que não sou seu amigo:

          Accção!!!
          Do it yourself!!!

  7. casper diz:

    we’re not the “lost generation”. we are the “last generation”, that lives in capitalism and has to bear with the brutal inequality and irrationality widespread.

  8. Rafael Ortega diz:

    O problema não é só que saiam de Portugal o pessoal que tem cursos mas não arranja emprego, pois quem foi para antropologia, sociologia, psicologia e mais uma série de coisas não se deve queixar de não saber o estado em que está o mercado de trabalho nessas áreas.

    O problema é que eu e a maioria dos colegas de curso com que falo também estarmos a ponderar sair. Porque não é uma área saturada e que se ganha mal. Ganha-se bem acima da média dos restantes recém-licenciados. Conheço pessoas que antes de terem o curso terminado já tinham propostas de trabalho (na PT, Microsft, etc)

    A meu ver o problema tem a ver com o Estado, mais concretamente com o que o Estado exige dos cidadãos (veja-se o nível bárbaro de impostos) e com o que (não) se recebe em troca.

    Para ficar sem quase 50% do ordenado prefiro ir para a Alemanha ou Suécia, onde não se espera 3 meses por uma consulta, onde as escolas não produzem analfabetos em larga escala, etc…

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