O imperdível “Pina” de Wim Wenders

Vá lá que, completamente fora de horas e depois de tanto engonhar, ainda fui a tempo de ver no cinema o filme/documentário/experiência paralela sobre a coreógrafa Pina Bausch. Mesmo quem, como eu, tem pouquíssimo contacto com a dança e com artes performativas corporais do género, pode e deve achar a obra de Wenders bastante interessante. Pela força dos testemunhos e pela forma peculiar como são apresentados, pela música globalmente magnífica e pela extraordinária interacção com a imagem e, acima de tudo, por ser uma homenagem singular e muito, muito bonita.

“Dancem, dancem, ou estamos perdidos”

O trailer:

Eis uma das músicas da banda-sonora que me encantaram durante a sessão de cinema. Da autoria de um compositor japonês chamado Jun Miyake e interpretado por uma menina chamada Lisa Papineau:

 

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3 respostas a O imperdível “Pina” de Wim Wenders

  1. mário martins diz:

    Pela amostra é mesmo imperdível.
    Obrigado pela partilha.
    Abraço,
    mário

  2. Carlos Vidal diz:

    Já por aqui escrevi duas ou três coisas sobre Bausch (uma, até foi o obituário), de quem gosto muitíssimo, embora nem todas as obras por igual (o que significa que há mesmo obras suas que me irritam – mérito da autora, sinal de força, seja: forçar a sairmos da indiferença). E conheço razoavelmente a sua obra.
    Wenders, nestes último tempos, tem-me desinteressado (por exemplo: o filme de Antonioni a que ele julga ter dado “vida” é um descalabro).
    Mas aqui, o acerto é em cheio.
    Este filme chega a ser de uma beleza comovente.
    ***** Nota máxima.

    • !!! diz:

      O filme, pela amostra do trailer, parece de facto extraordinário. Wenders também me tem desinteressado, mas, ó Carlos, o filme com o Antonioni – belíssimo, em minha opinião – não é “destes últimos tempos”, já vai fazer 16 anos.

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