António Figueira traído pelo António Figueira

O marketing de guerrilha chegou para ficar. Depois do Blackberry de Londres, da Levi’s do Lavos, do IKEA do Rossio e do Continente da Liberdade lá acabei por comprar o Filho de Campo de Ourique antes que o seu preço disparasse 5000% à imagem do que sucedeu aos tacos de basebol na Amazon britânica. Como na vida importa estimular o empreendedorismo, e já agora o verbo, nada como começar a treinar postas à Figueira. A ver se me safo:

“Estava escrito, desde o princípio, só não leu quem não quis ler. Urdido com meticulosidade infernal, estava o plano dos dias que correm. Em “Outubro, Novembro e Dezembro”, o grand jeu avec lui même, jogado em vários tabuleiros, em “Beirão, Augusto”, a história do biltre que se prepara para a glória, descendo à cova de Belzebu, e n’”O Filho de Campo de Ourique”, a referência à “cabra de luxo, capaz de inomináveis baixarias” nem os mais incautos engana. Estava escrito, desde o princípio, só não leu quem não quis ler.”

Consegui? Espero agora, numa aproximação às suas palavras e ao cerne da sua obra, ser capaz de simultaneamente satisfazer a inveja infantil da coisa anónima e a jogada pífia dos suaves socialistas. É inegável que nem tudo se compra e se vende mas não é menos verdade que a luta contra o bloco central não se mete em anúncios, pratica-se. O que nunca se esquece não precisa de ser lembrado. Quem tem boa memória dispensa ter a testa forrada em postit. Os dias do spin estão contados. TODOS À FNAC! VAMOS À LUTA!

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