Escrevi isto há 8 anos sobre BAUDRILLARD e “Power Inferno”: o OCIDENTE declarou guerra a si mesmo e isso só pode ser positivo!

(…)

Se o objecto substitui o sujeito e o hiper-real substitui o real, se o capitalismo de simulação substitui a economia política, inscreve-se aqui uma crítica: a da «troca simbólica» como tentativa de superação da equivalência na troca mercantil. Daqui se parte para a análise do actual estado de guerra. Se os privilegiados da globalização destroem a troca fundada no símbolo e na diferenciação singular, a resposta dos humilhados faz-se através da reposição e afirmação do acto simbólico – como no ritual do «potlatch», jogada mínima, resultado máximo. A origem do terrorismo é esta humilhação infligida pelo ocidente às outras sociedades (de diferente intensidade), às sociedades do «outro», aos Outros TODOS (nós). 

Faz-se neste livro uma importante referência à troca simbólica que serve ou é a base de um desafio impossível ao sistema – ao hiper-poder – através desse «dom simbólico da morte». Precisamente porque expropriado de tudo e impossibilitado de retribuir os «favores» que deve ao ocidente, o terrorista suicida só pode dar a sua vida e a de outros. Neste sentido, os autores do 11 de Setembro humilharam a hiperpotência porque esta muito antes os humilhara sem réplica.

[Sim, o problema é hoje o mesmo em Londres: já todos foram expropriados de tudo e nada têm para dar em troca: a não ser a DESTRUIÇÃO TOTAL!! E é preciso que seja TOTAL!!]

A actual barbárie americana, em 2002 [ou a das polícias ocidentais contra os seus manifestantes que, legitimamente, querem destruir tudo o que puderem!], contra o Iraque comprova a posteriori as teses de Baudrillard – o humilhado não é aqule a quem tudo se roubou, mas aquele a quem o Império do Bem, «a violência do Bem», tudo deu sem que ele pudesse retribuir de modo algum. E agora até a democracia este «Bem» supremo quer oferecer. Assim, ao humilhado apenas resta uma resposta: humilhação contra humilhação, e humilhar o Império significa dar-lhe algo que ele não pode retribuir – os atentados de Nova Iorque, por exemplo. [Londres e Paris também, pensemos agora em Londres e Paris!!]

A potência mundial humilha agindo de duas formas: não suporta a diferença nem a singularidade (todos têm de se integrar a bem ou à força na ordem global; é completamente absurdo e mesmo «exterior à humanidade» não fazer parte do destino universal da modernidade); e inveja ferozmente as sociedades de «alta intensidade». Mas o mais interessante e preocupante surge quando Baudrillard, com vincada lucidez, vai coligar o ódio à diferença com o ódio do ocidente em relação a si próprio; portanto, temos o ódio ao outro ligado à autodestruição no campo dos privilegiados da globalização: «o terrorismo assenta tanto no desespero dos humilhados como no desespero invisível dos privilegiados da globalização, na nossa própria submissão a uma tecnologia integral, a uma virtualização esmagadora».

Detestamos o excesso de realidade, de poder e de conforto, porque tal nos aprisiona num espaço de «dádiva» sem que possamos reagir ou promover uma contradádiva. Ter tudo em excesso é não respirar mais. Por isso Baudrillard escreve que se o islão dominasse o mundo, o terrorismo virar-se-ia contra o islão. Nunca paramos de sonhar com a destruição da potência e do poder supremo.

(C. Vidal, “Exitbook”, nº2, Madrid, 2003)

É preciso continuar, hoje, em Londres, sem parar.

Baudrillard magnífico explicava isto: “Deus, ele mesmo, não pode declarar-se guerra. E sim: o Ocidente, em posição de Deus, do todo-poderoso divino com sua legitimidade moral absoluta, tornou-se suicidário, declarou guerra a si mesmo”. Sim, como eu dizia há pouco ao comentador Justiniano, tendo acumulado tanto poder, a quem é que o poder do Ocidente poderia declarar guerra se não a si mesmo???

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33 respostas a Escrevi isto há 8 anos sobre BAUDRILLARD e “Power Inferno”: o OCIDENTE declarou guerra a si mesmo e isso só pode ser positivo!

  1. Renato Teixeira diz:

    Diria mesmo que é perigoso continuar, hoje, em Londres, sem parar. O debate devia ser sobre o caminho mas a turba parece preferir enfiar a cabeça na areia do medo.

    • Carlos Vidal diz:

      Pois, mas agora é tarde. Foi o sistema que se suicidou. Não propriamente os amotinados.
      E, entretanto, em que ficamos: continuar ou ter medo?
      (Baudrillard era um intuitivo, quase um poeta, mas eu acho que teve razão antes do tempo: não são os manifestantes, é Sócrates e Cameron que se suicidaram, assistidos ou não por Merkel, tanto faz. Finito.)

  2. Von diz:

    Retórica da treta, sentado confortavelmente em sua casa (intacta), à espera de umas bejecas no Avante, mais uma vez intacto.

    • Carlos Vidal diz:

      Mas vou pois, vou mandar um emissário a Londres, se é isso que o incomoda.

      • Von diz:

        O que me incomoda é essa sua e do Renato, para falar das pontas do icebergue, cega e autista forma de observar e relatar. O que me incomoda é a tendência para a revolução bolchevique, onde uma tirania é substituída por outra. O que me incomoda é essa vazia forma de pensar, onde o único caminho, fácil até, é o das armas. E aí, o que o diferencia a si e ao Renato, dos Cheneys e Rumsfelds? Os segundos querem a guerra para encher os bolsos, os primeiros querem a guerra para se sentirem românticos.

  3. Nuno diz:

    como é assustador ler tanta barbaridade junta. OK reduz-se tudo a cinzas e depois? implementa-se o modelo nacional socialista, ou o comunista? sim porque alguem vai querer mandar, impor-se. O Homem é capaz das piores coisas, e chanfrados ha por ai muitos.

  4. |Y| diz:

    Prof Vidal

    Se o objecto substitui o sujeito não há semiótica. O objecto não interpreta. Non sequitur.(bué elementar)
    O seu fetish com pseudo intelectuais é deveras perturbante. Um desperdício.
    E os non-sequiturs não acabam aqui. Baudrillard é um dos meus alvos preferidos.

    • De diz:

      Bue elementar!VVamos então a tarefas mais complexas
      Vamos tentar interpretar o “barda”
      já que o resto já sabemos que é do mais elementar palavreado de Y
      Será que não é um dos alvos favoritos de Y mas sim um companheiro certo para as ocasiões?

  5. |Y| diz:

    O Vidal está a pensar. A reler freneticamente o “magnífico” Baudrillard. Mexa consigo. Está a levar muito tempo. Assim não tem piada.

    Conhece Baudrillard (como) fotografo?

    • De diz:

      O toque pedante a que se junta o palavrão incerto
      Óptima mistura ,mas um pouco rançosa

    • Carlos Vidal diz:

      Atenção |Y|, o Baudrillard fotógrafo é um apaixonado, literalmente lírico e apaixonado pelos lugares. É como o Baudrillard escritor (filósofo? sociólogo? poeta?).
      Dessa nuvem de poesia que foi a sua escrita, por vezes demasiadamente apaixonada por apocalipses, saíram conceitos muito importantes: o “sistema dos objectos”, a “precessão dos simulacros”, o “mapa que susbstituiu o território” (ou o objecto que substituiu o sujeito, mas não como |Y| insinua), a “ilusão do fim” (ligada ao território tornado menos real que o mapa, este o hiper-real).
      Comecemos por aquele que o incomoda mais (pelo que enunciou): o da substituição do sujeito pelo objecto. Não é isso, não se dá essa substituição, como sabe.
      O que se passa é uma lúcida e até nada arrojada análise: nos anos 60, o primado da produção decresce em favor do primado do consumo, e é aí que o objecto, ou o “sistema dos objectos” ganha uma preponderância que faz o autor deslocar os seus estudos do sujeito para o objecto. Trata-se de uma opção por áreas de estudo: enquanto muitos pensadores se concentravam no sujeito, Baudrillard preferia, interessava-se mais pelo objecto – COMO CAMPO DE ESTUDO (e isto não nos diz ter desaparecido por completo o sujeito). Diz-nos sim que o objecto estava gradualmente a fugir ao controlo do sujeito. Baudrillard foi influenciado por Marx, certamente, e concoreu em muitos aspectos com Debord (criticando ambos). A novidade baudrillardiana não vem de divisão do “sistema dos objectos” em dois campos: O do consumo e o da superação do valor-de-uso (isso já existia, de certo modo, em Marx). A novidade de Baudrillard reside no facto de ele, nessa constatação, profetizar o desaparecimento do real. E aí, para ele, nasce a semiótica, uma nova semiótica: um estudo dos signos e dos sinais desse novo mundo em expansão. Repare, |Y|, para ele não desaparece o sujeito, o que desaparece é o real.
      Você não gosta é do homem, já vi.

      • Carlos Vidal diz:

        |Y|, mais calma; mandou-me isto para um post errado:

        «A minha paciência esgotou-se. Pense o que quiser acerca do que não foi escrito ou sequer pensado. Você consegue conversar sozinho. Nem sequer perguntou o que eu penso. Simplesmente presumiu saber o que não pode saber. Preenche as lacunas a seu bel prazer.

        Boa noite, sr prof Vidal.»

        Conte lá, está a referir-se a quê???
        Não leu o comentário que escrevi acima???

  6. Marco diz:

    Foda-se que isto parece uma conversa da Juve Leo…se soubessem ler.

  7. |Y| diz:

    Óptima mistura!? O elogio surpreende-me. Ainda por cima vindo de um comunoíde que pensa que o Baudrillard é “magnífico.” Da juve leo, n sei coisa alguma. Sou alérgico a reuniões e detesto massas bovinoides& proletecas, incluindo as Italianas e as Chinesas !!

  8. Justiniano diz:

    Caríssimo Vidal, verdadeiramente as opções serão entre destruir e expropriar muito ou pouco!! Li, há pouco tempo, um expressivo texto do Krugman no qual explicava que as pretenções monetaristas não existem na natureza das coisas, ou melhor, não devem existir na natureza das coisas quando essa natureza é em si uma ficção sobre o real (uma convenção fiduciária). Especialmente quando a bem do “real” haverá que erodir moeda!! E isto parece evidente!! Esta erosão (inflacionária) aparece hoje, aqui, ao contrário de ontem, como um respiro dos devedores (ou até do investimento em bens duradouros e reprodutivos e neste sentido do trabalho, mas não do salário) e de outro modo como um pesadelo para os acumuladores de créditos e moeda!! A reacção daqueles é perfeitamente compreensível e escudada por uma ideia de justiça ( a acumulação legítima advém de méritos e virtudes e a erosão constitui uma expropriação ilegítima porque destroi o vínculo de confiança fiduciária que era obrigação ser mantido sob pena de instrumentalização do indivíduo e de arbítrio e retira propriedade ao direito de propriedade e à função eficiencia e racionalidade na utilização dos recursos equiparando mérito e demérito) Na verdade é este o conflicto que vivemos hoje entre estados credores e estados devedores, entre vencedores e vencidos. Dentro de cada estado o mesmo paralelo!! Então que dizer destes episódios em Londres!? Um risco calculado dos acumuladores, com danos menores e aceitáveis doque os da erosão (como o que está a ocorrer na velha albion)!? Um avanço dos acumuladores no sentido da observação das forças e firmezas em conflicto!? Um avanço final em direcção ao mercantilismo autoritário!? Ou nada, apenas a habitual poeira ou fumaça!!
    Veremos, caríssimo Vidal, mas de qualquer dos modos intuo fragilidades no Estado de Direito Liberal e Social, onde ele existe!!

    • Carlos Vidal diz:

      O Problema não tem resposta imediata, que sei eu?, e está muito bem colocado, meu caro amigo.
      Há uma enorme quantidade de dados disponíveis, estatísticas, mapas que nos mostram que os países de maior rendimento per capita, os ditos países abastados que Baudrillard terá dito terem declarado guerra a si mesmos (uma pulsão suicida que ninguém entende, por agora), são exactamente aqueles países com maior dívida pública e orçamental: alguns do maravilhoso grupo do triplo AAA (França, Alemanha, Holanda, etc.) e outros em quebra (EUA). Se estes são ou foram os países de maior estabilização social nos últimos 50 anos, o que nos diz Baudrillard é que são estes mesmos que delapidam (é a palavra correcta) e destroem os fraquíssimos factores de coesão que lhes permitiu a dita paz social das últimas décadas (crescimento das classes médias, “estado social”, ideia de Bismark revista por Roosevelt). Se os devedores reclamam justiça e os credores esperam o negrume semeado pelas agências de rating, a coisa complica-se quando se sabe que os credores dependem dos devedores para possuirem mercados: são cerca de 70% as exportações alemãs para a zona Euro, logo não se percebe a sua “passividade” na defesa dos estados atacados: estes serão obrigados a destruir estado social, os outros, os vencedores, perdem mercados – então são vencedores de quê e para quê? É por aqui que vem um desfecho que o próprio Krugman define como muito perigoso: precisamente, a insustentabiliade do Estado de Direito Liberal e Social. A questão de Baudrillard, noutro tempo e contexto era esta: a fraca ou nula capacidade das chamadas nações mais ricas de gerarem despesas ou receitas suficientes para manter fábricas a funcionar e salários a tempo e justos, será sinal de que esse Estado de Direito Liberal e Social tinha um gene autodestrutivo?
      É a questão dura.
      Krugman não o entendo muito bem, nem ele a si próprio; termina um livro recente deste modo: “A economia mundial não está em depressão; provavelmente não se afundará numa depressão, apesar da magnitude da crise actual (mas gostava de ter a certeza absoluta quanto a isso)”.
      Acho que, a partir de tudo isto, há mais do que “fragilidades” no “estado de direito e social”. Há algo que ainda não entendemos com clareza, nem Krugman, nem nós, e, como diria Krugman também, há por aí uma nova bactéria com formas resistentes a todos os antibióticos. Creio que nem Keynes nem Friedman nos serão úteis. Jamais.

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  10. Katulo diz:

    Últimas eleições gerais no Reino Unido em 2010. Votação da extrema-esquerda:

    – Socialist Labour: 7 219
    – Socialist Alternative: 3 298
    – Communist Party: 947
    – Workers Revolutionary: 738

    Com 30 milhões de eleitores a irem às urnas, a votação da extrema-esquerda chega a ser ridícula. Até o POUS em Portugal consegue melhor do que o Communist Party…
    É com uma extrema-esquerda com esta expressão eleitoral que o Vidal e o Renato esperam grandes transformações? Ou será que eles acalentam esperanças que a revolução se dê nas ruas, levada a cabo por uns adolescentes bandalhos?… É de rir.

    Em contrapartida, vejam a votação da extrema-direita:

    – British National Party: 563 743
    – National Front: 10 784

    Algo me diz que em 2014 estes números vão ser bem superiores. À custa dos bandalhos das ruas e dos “Renatos” e “Vidais” de secretária.

    • Carlos Vidal diz:

      Poderia dizer sobre isso que, felizmente, este sistema é autodestrutivo.
      Poderia dizer isso, mas também outras coisas.
      Até agora, é a direita e extrema direita (O Insurgente, Blasfémias) que, com toda a dedicação, se empenham a denunciar os amotinados (como não se empenharam na denúncia ou mesmo análises sobre Breivik).

      • Katulo diz:

        Sim, há 150 anos Marx previa isso. Mas a concretização da profecia tem estado há muito adiada. Periodicamente a Esquerda radical excita-se com um acontecimento e diz “desta vez é que é!”. Mas depois nada muda. Ao invés, acontecem é coisas inesperadas como a “autodestruição” de regimes marxistas e a contínua adaptação do capitalismo.
        Em termos de profecias, os marxistas e as Testemunhas de Jeová (que anunciam periodicamente o fim do mundo) estão empatados. Porque será?

        • De diz:

          Já li exactamente este paleio sob outro nick.Seria Willy Brandt?O que confirma duas coisas.Que a capacidade de multiplicação é inversamente proporcional à capacidade argumentativa.Marx há 150 anos previu as cíclicas crises do capitalismo.O pobre Katulo(é Katulo agora,não é?) fala em profecias.O Katulo confunde-se a si próprio,já que a relidade aí está para o desmentir.Profecias é com Nostradamus,mas o incómodo Katuliano é mesmo esse-perante a razão de Marx,tem que se refugiar em algo”profético”.Nostradamus serve,como serviria a vidente da esquina.Katulo está perturbado com as crises que põem em causa a sua visão do mundo.Recorre a sebentas,números,votos e outras coisas mais.Recorre até a Nostradamus.Vê-se que a perturbação vai funda.Não é que o raio do Marx tinha razão??Só não conseguiu prever quando ,o que deixa a tal oportunidade a que Katulo se agarra.Pobre Katulo.Nostradamus acompanha-o para exorcizar Marx.Ainda não percebeu pois não?Mas está perturbado o suficiente para andar por montes e vales a repetir a sua ladainha.Certo Katulo(é katulo agora,não é?).

          • Justiniano diz:

            Mas, caro Katulo, não consegue V.mcê ver os espectros de Marx à sua volta!!!? Para quê ir tão longe como, regimes marxistas, testemunhas de jeová, maçonaria, criadores de galgos e tudo o mais!!??

          • Katulo diz:

            Este “De” (é De agora, não é?) entretem-se com uns jogos de palavras petulantes cujo resultado final não é mais do que a exibição da sua absoluta vacuidade mental.
            A miserável expressão eleitoral da esquerda radical e a lírica promessa de uma revolução no Reino Unido não lhe salta à vista como uma óbvia contradição… Que os números não o impressionem e os ache irrelevantes não espanta. Afinal de contas, para se ser comunista no séc. XXI é necessário um bom déficit de racionalidade.
            Quanto à ciclicidade das crises do capitalismo, não ocorre a este adiantado mental que, ao invés de uma debilidade, as crises são necessárias ao capitalismo. Por contra-intuitivo que isto possa parecer, as crises constituem uma das suas forças.
            Que o capitalismo se encontre em decadência é uma risível fantasia, sobretudo quando assistimos à China comunista a entregar-se de braços abertos ao capitalismo, a Cuba introduzir reformas de índole capitalista, e até o demente regime norte-coreano a criar uma zona económica especial onde faz umas primeiras experiências com o capitalismo. Há décadas que leio sobre a “autodestruição” e “iminente colapso” do capitalismo, mas o que se observa é precisamente o oposto.

            Enfim, talvez as Testemunhas de Jeová acabem por ganhar aos marxistas em matéria de profecias…

  11. De diz:

    Katulo está irritado.É natural.Katulo foi apanhado com a boca na botija numa multiplicação de identidades.Vai daí atira com os jogos de palavras.Está esclarecido.
    Fala em votos e em votações.,melhor,fala em expressão eleitoral…ei,katulo?…a razão não se mede ao voto…e as ideias também não.Um qualquer mais honesto devia perceber tal
    Mas Katulo continua irritado.Ei-lo a falar em déficit de racionalidade…é uma afirmação que só responsabiliza Katulo.Eu poderia afirmar que acho que não.E mais.Até lhe poderia dizer que Katulo parece que tem antes um déficit de honestidade.
    Quanto às crises que fortalecem o capitalismo,outra das frases do Katulo irritado…bom,é natural que o diga.O capitalismo tem destas coisas e precisa de argumentadores com argumentos do calibre de Katulo.As crises do capitalismo são a sua força..pois não é que são?Está-se mesmo a ver.O Ben Bernanke estava assim um dia como que para o aborrecido e lembrou-se de solicitar mais outra crise para fortalecer o sistema.E não é que lhe foi feita a vontade?Como ao seu predecessor.Não deixa de facto de ser significativo como estes neo-liberais não têm outro remédio que dar razão a Marx.Mas como bons trafulhas…reivindicam para si as crises como necessárias e boas (por contra-intuitivo,claro,apressa-se Katulo a esclarecer).Os milhões de desempregados,de deserdados, de mortos vítimas de tais crises podem ficar descansados.Tudo não passa de uma das forças do capitalismo(por contra-intuição,claro)
    Fala na China e em Cuba…mas este é o mesmo Katulo que expele um odiozinho particular a Cuba e que agora vem falar nas reformas de Cuba?Katulo,foi preterido por hipocrisia.Cuba continua por aí e ainda não precisa dos atestados de bom comportamento capitalista do Katulo.Quanto à China…é até salutar que os Katulos desta terra comecem a mudar a linguagem em relação ao gigante asiático. Como estão as coisas,o próximo senhor pode ser mesmo chinês..e estes sempre gostaram de obedecer aos chefes
    Quanto à impaciência do Katulo que parece que tem décadas…oh Katulo e depois?Nós todos também gostaríamos que fosse mais rápido,para bem da humanidade,mas ainda não o foi.Que quer o Katulo?Quer ser mais papista que o papa ou quer apenas fazer demagogia barata?
    Katulo,uma sugestão.Já que está assim com tantos freniquoques,porque não vai consultar a sua Bíblia, as profecias de Nostradamus, para conseguir a resposta?

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