Férias imorais


O presidente da república fez saber que se transferia para o Algarve com a família. Qual monarca em tempos de guerra, avisa os seus súbditos que ficará de “prevenção” e, sabemo-lo de antemão, não poupará em tropas quando quiser sair da Aldeia da Coelha.
Este anúncio é feito na mesma semana em que se noticia o regresso do BPN às mãos de um cavaquista, livre de ónus e encargos. Pelo que tem vindo a ser revelado do acordo de “venda”, a conta que teremos de pagar ainda está por fechar em função dos contratos de crédito e número de trabalhadores que Mira Amaral quiser assumir, sabendo-se já que não ficará abaixo dos 2,4 mil milhões de euros (três vezes a receita prevista com o corte no subsídio de natal).
Além das óbvias relações entre Cavaco Silva e as pessoas mais importantes do BPN, o presidente da república terá sido um dos poucos portugueses para quem o BPN foi um negócio fantástico. Por outro lado, o regresso do banco às mãos de um seu ministro, garante que a investigação sobre o caso BPN transite para o volátil domínio da esfera privada.
Enquanto a maioria dos trabalhadores estiver a descansar, a trabalhar ou à procura de emprego, na Aldeia da Coelha, Cavaco Silva poderá privar com os amigos Oliveira Costa, Fernando Fantasia e Teófilo Carapeto Dias – todos ex-proprietários que curiosamente, segundo investigação da Visão, decidiram passar para as mãos dos seus descendentes a titularidade das suas posses.

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3 respostas a Férias imorais

  1. a anarca diz:

    Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és
    as férias do Cavaco se fossem filmadas eram um filme de terror
    num remix dos morangos com açucar x os sopranos .
    isso não são férias 🙂
    são só um pesadelo

  2. Pascoal diz:

    É impressão minha ou a Maria tem a cuequinha à mostra?

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