Continuemos, pois…

Um caro foi incendiado em Hackney

Londres: Os motins não têm “absolutamente nada a ver com a morte de Mark Duggan”, diz o vice-primeiro britânico. Pois não. Também acho que não.

Entretanto, na Lusitânia:

Pedro Passos Coelho

“Não me comprometo com resultados rápidos nem com sacrifícios suaves.”

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34 respostas a Continuemos, pois…

  1. Divisão Azul diz:

    E quem são os criminosos? africanos e outra gente extra-europeia obviamente.
    Agradeçam aos multiculturalistas que tanto berravam que era linda diversidade, é o desgoverno de portas bem abertas a destruir as nações europeias, continuem sentadinhos e votem sempre no sistema podre que qualquer dia quem manda nisto são os extra-europeus, depois chorem e digam que os nacionalistas do PNR, do BNP no Reino Unido, da FN em França não tinham avisado.
    Basta de imigração/colonização

    • Carlos Vidal diz:

      O 5dias está debaixo de olho.
      Porque não vai comentar no Jugular ou no Arrastão??
      Multiculturalistas e social-democratas são eles.
      Aqui a malta é mais pró post-colonial studies.

    • De diz:

      Mas esta divisão azul não é fascismo puro?Já estudaram as ligações destes com o norueguês extremista de direita

      • Carlos Vidal diz:

        Sim, a extrema direita anda muito pelo blogue.
        Por isso, temos de lhes mostrar que não somos pessoas sérias.
        Primeiro brincar, depois a sério.

  2. AMCD diz:

    Ver na causa dos motins a morte de Mark Duggan é ver apenas a ponta do iceberg, contudo alguma coisa tem a ver. Podemos até pôr a questão de outra forma: teriam estes motins ocorrido se Mark Duggan não tivesse sido morto por um polícia? Creio que não.

    Contudo o material altamente inflamável está lá, pronto a explodir à mínima faísca. A morte de Mark Duggan foi apenas uma faísca que fez deflagrar um grande incêndio.

  3. Aqui a malta é mais pró post-colonial studies= prós t al studies

    a próstata aperta com a idade

    isso de multi culturistas é aquela gajada do Schawarzenegger que dá prós dois lados?

    é que inda nã percebi qua porra é isso

  4. Bolota diz:

    Passos perdeu uma grande hipotese de dar o exemplo, NÃO ir de ferias e prescindir do valor das ferias.
    Aliás ele tem direito a ferias??? Se só tem 1 meses de trabalho como vai de ferias?? Eu trabalho desde que nasci e nem ve-las.

    • Carlos Vidal diz:

      Ele vai de férias para através da simples experiência dos valores familiares tirar ensinamentos para a complexa governação de uma comunidade.
      É tudo.

  5. Von diz:

    Têm… Aqueles piquenos de capuz, a palmar plasmas e a partir montras, fazem-no em absoluto sofrimento (e respeito) pela morte de Duggan. Aliás, diz-se que com as lágrimas dos piquenos já se apagam fogos.

    • Carlos Vidal diz:

      Não, não roubam plasmas – partem plasmas (ou o monitor que se vê na foto).
      É que aí há uma grande diferença, que o meu caro não alcança (?).

      • Von diz:

        Alcanço. Alcanço que é inútil essa conjugação de esforços, onde se tenta imputar todo e qualquer gesto de vandalismo puro como consequência da crise social ou mesmo a morte de Duggan. Obviamente que o mundo está em estado de panela de pressão, e que um qualquer acontecimento marginal pode desencadear uma guerra, mas essa insistência na motivação política e social de grupos de jovens a destruir e pilhar é ridícula. Aliás, é a postura desses “putos” que retira toda a credibilidade de revolta popular. Querer enfiar tudo na mesma panela, resulta numa sopa sem sabor definido.

        • Carlos Vidal diz:

          Quase, quase, meu caro, mas não é bem isso.
          Até poderíamos estar em tempos de vacas gordas, muito gordas, que partir aquilo tudo era um desejo sem freio, não apenas para os “vândalos”, mas para alívio de todos nós.
          É o poder, o poder, que desejamos ver varrido da superfície da terra. E a coisa está a começar. E a começar bem.

          • Von diz:

            Mantenho que esses “putos” se se apanhassem com o tal poder em mãos seriam iguais ou piores. E assim sendo, a simples mudança de poder, não me interessa. E se para si, essa perspectiva é começar bem, estamos conversados. E um bocado como substituir o partido do poder, por outro com hierarquia cerrada e pronto para o seu quinhão. Não estou interessado.

          • Carlos Vidal diz:

            Muito bem, mas isso é futurologia, astrologia.
            E só temos duas hipóteses:
            ou vivemos o acontecimento (de que não sabemos o desfecho mas a sua vivência é inadiável), ou fazemos futurologia a não vivemos nem fazemos nada.
            E o tempo para o nada parece estar esgotado.

          • Von diz:

            Vejamos a fotografia de uma mulher a saltar de um edifício em chamas, durante os motins. O que é ela? Dano colateral? Se sim, então não é nada diferente de uma vítima civil em Bagdad. Danos colaterais é a forma retórica de justificar os meios para os fins. Tal como o indivíduo de bigodinho já fazia. E não, não estou a apelidá-lo rigorosamente de nada. Apenas vagueio nas palavras acerca da noção de dano colateral.

        • De diz:

          Von daqui o De.Tem também alguma pretensão mas é mais nacional.E o que é nacional é bom.
          Quanto ao resto,tenha vergonha.O não ver que isto está à beira de explodir e o chamar a atenção para o carácter dos putos contestatários é não perceber nada da história.Melhor,é não querer ver que a panela é mesmo comum e que tudo para aí converge.Desde os mercados,até aos miseráveis que não têm nada.Desde Passos Coelho até ao aumento do preço dos transportes.E quem não tem nada,não tem nada a perder.É simples.Basta ler os manuais .Danos colaterais há-os todos os dias em muito maior número do que os que alguns vêm hipocritamente agitar.E é o cansaço de todos esses danos colaterias de pessoas sem emprego e com fome que se começa a mover.De todas as formas.De todos os feitios.A panela começa a aquecer um pouco.Os von podem falar nos meios e nos fins.Os fins estão à vista de todos.E não digam que não tiveram muitos avisos.Não estamos dispostos é a ir para o matadouro passivamente como muitos prisioneiros estiveram no tempo do tal do bigodinho.Porque de uma coisa podem estar certos.Pode não ser agora nem amanhã.Mas a coisa vai explodir.Com danos colaterais é certo.Mas até estes danos podem ser imputados ao poder vigente que mais não faz do que sangue,suor e lágrimas.

      • Katulo diz:

        O Carlos Vidal está enganado, roubam muito. Pilhagens em larga escala.

        • Carlos Vidal diz:

          Destroem e pilham – não faz sentido.
          Escolha. (Escolham, comentadores.)

          • De diz:

            A palavra é mesmo essa.Destruir.Destruir o poder e tudo o que a ele se associa.O barril de pólvora está aí .Pode não rebentar agora,mas vai rebentar.Também os revolucionários de antanho eram uns pés descalços.Livraram-nos de reis e de monarquias obsoletas e corruptas.E ainda bem que o fizeram.A panela no presente está a aquecer.E as tios histéricos só querem que ouçamos os seus gritos histéricos.O capitalismo vive uma crise imensa.O neo-liberalismo aprofundou a crise e apressou-a.Continuar assim é impossível

        • Omega-3 diz:

          Quem?Ah! a gandulagem da Wall Street,claro

  6. Pingback: “Não temos nada a perder” | cinco dias

  7. JDC diz:

    CV, não precisamos de escolher: há as duas coisas. Há quem se revolte e há quem aproveite a confusão para roubar. Eu vi no noticiário, ontem à noite, dois tipos a levarem um caixa de um LCD de umas 50”. Se calhar estava vazia… Eu vi no noticiário, ontem à noite, uma ourivesaria completamente vazia por dentro. Se calhar foram os donos que estavam a arrumar.
    Enfim, o seu wishfull thinking é que o leva a pensar que, por entre esta revolta, não há criminalidade e vandalismo puro e duros.

    • Carlos Vidal diz:

      É claro que, nestas situações, tudo o que é pilhado ou já está destruído ou é para ser destruído. É a mentira da loja da abundância que nos dava tudo tudo que é preciso revelar. E é isso que estes justos motins demonstram: é preciso mostrar a obscena ourivesaria vazia. Aqui, lá, nada há para roubar, nada se rouba. Quem não perceber isto…….

  8. Justiniano diz:

    Caríssimo Vidal,
    Vivemos, talvez, o pináculo da decadencia cultural e política dos últimos 60 anos!! Ou, pelo menos e de algum modo, a confluencia deslumbrou-se, e peremptoriamente!! Viveremos tempos de consagração ou de novação!?
    Aquele nosso amigo observava, nas suas “teses”, a irreformabilidade do mercantilismo, mas, ao mesmo tempo, vislumbrava, naquele mercantilismo, uma estranha sofisticação que o alentava e o persuadia contra um aparente instinto suicidário!! Eu, dentro daquele misantropismo aceitável, sem grande esperança no homem mas com esperança que o homem tenha esperança em qualquer coisa, também sempre assim vi a coisa!! Hoje, um pouco derrotado, tenho dúvidas!! Que diria o Debord perante este aparente avanço suicidário!? Ou o Toqueville!? O I. Kristoll costumava dizer que para a sua geração não fazia qualquer sentido a vertigem ou o pesadelo hayekiano, nós, hoje, depois do excesso, atiramo-nos, à laia de penitencia, por aí!!
    Em que nos poderemos louvar, caríssimo Vidal!?

    • Carlos Vidal diz:

      Como sabe, meu caro, o Debord, escreveu sobre os motins de Watts, e o que escreveu pode talvez ser aplicado aqui a papel químico. Seja, é numa sociedade de oportunidades, numa sociedade que tudo parece oferecer, ou retira em nome do oferecer, que mais se sentem as desigualdades que nada nem ninguém aceita. Onde há mais, mais motins aparecem e reaparecem.
      Baudrillard, com afinidades (e paixões, nem sempre assumidas) teológicas, ia por outro caminho. Sempre gostei de Baudrillard, no meio daquele discurso de nuvem poética, tinha intuições magníficas. Dizia ele, em tempos, que o Ocidente decidiu declarar guerra a si mesmo. Pois, com o seu poder acumulado, a que poderia mais o Ocidente declarar guerra??
      E é, creio, o problema e o tema da Igualdade que cada vez mais emerge.

      • Justiniano diz:

        Mas, caríssimo Vidal, como bem disse o nosso amigo Debord, já depois, nos comentários, o espectáculo aprendeu novos procedimentos defensivos e mesmo ofensivos e a sua racionalidade, reconhecia Debord, inclui os mais vastos contributos daqueles que querem resistir ao espectáculo!! E foi-se adaptando à resistencia, desalentando-a pela estenia e pelo semear da astenia do conforto (tudo a crédito, o espectáculo tem vivido a crédito)!!
        A estranheza ao pouco esclarecimento advém desta súbita desistencia do mercantilismo em se readaptar!! O que se passa!? Daí a minha questão – Viveremos tempos de consagração ou de novação!? E o que será, assim, do nosso Estado de Direito Liberal e Social!? O que existirá, verdadeiramente, para além dele!? Em que nos poderemos louvar!?
        Não sei, estranhamente ou não, a minha intuição está turva!!
        Um grande bem haja para si,

  9. ricardosantos diz:

    porra até que enfim que o problema está a tornar-se global e eu a pensar que o problema era só de portugal e do socrates .

    • Carlos Vidal diz:

      Sócrates pertence àqueles que aceleram o problema. Sócrates não existe: é igual a milhares de suicidas, como Cameron.

  10. Pisca diz:

    O Camarada Abel (aka: Zé Manel), também carregou a mobilia da Fac.Direito até que o renegado Sanches o mandou de volta

    Mas era uma luta justa, claro

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