A crise é um negócio

O milionário Warren Buffett, o terceiro homem mais rico do mundo de 2011 segundo a revista “Forbes”, comentou um dia as reduções multimilionárias aos impostos dos mais ricos dos EUA, fazendo notar que a sua empregada doméstica tinha uma taxa de imposto maior que ele. Para Buffett era claro que se vive uma guerra de classes e que, diz ainda, a classe dele “está a ganhar esta guerra”. Quando ouvimos que a crise toca a todos e que é uma espécie de peste negra que une a pátria esbaforida em uníssono, devemos perceber que no barco não estamos todos. Parte daqueles cujos interesses comandaram o Titanic luso já estão em bom porto.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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8 respostas a A crise é um negócio

  1. -pirata-vermelho- diz:

    Este senhor foi quem abriu uma das tais ‘agências’ de manipulação de opinião que levam ao empobrecimento de populações inteiras.
    Estas e as primas, da ‘sondagem’…

  2. Katulo diz:

    Teria sido mais honesto o articulista ter deixado claro que Warren Buffet considera essa discrepância nos impostos injusta e que participou numa campanha pelo aumento dos impostos para os mais ricos.

    • Nuno Ramos de Almeida diz:

      É óbvio que acha injusta, se não achasse não diria que paga menos impostos do que a sua empregada. Acho que os leitores não são burros. E coluna só pode ter 1400 c

  3. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Havia aliás coisas mais interessantes para falar sobre Warren Buffet, por exemplo que ele é contra o direito de herança. Diz que admitir que os filhos possam herdar os negócios é como tentar fazer uma selecção Olímpica com os netos dos atletas. Mas ficará certamente para outras núpcias.

  4. dina maria marques diz:

    Caro Senhor,
    Chegou às minhas mãos um artigo seu intitulado “O charme discreto do maoísmo português” que apreciei imenso (como tudo o que escreve) e com o qual eu não poderia estar mais de acordo.
    Tenho um hobby, faço programas de rádio, para uma Rádio online, onde desde há algum tempo pretendemos juntar os antigos profissionais da Rádio Moçambicana.
    Pessoalmente nunca fui uma profissional de Rádio, mas uma apaixonada, e dos 12 até quase aos 20 anos, fiz Rádio em Moçambique.
    Tenho tres rubricas na RÁDIO SEMPRE (www.radiosempre.com) e geralmente escrevo os meus próprios programas.
    Nos últimos tempos isso tem sido mais complicado porque a minha situação laboral (vários milhares de Euros de salários em atraso) conduziu-me a uma depressão e desde Março que a combato, tentando saír do estado a que cheguei e principalmente, saír da situação para que fui sendo arrastada, não por falta de tentativas para mudar, mas porque por causa dos meus 56 anos, não há Curriculum que me valha.
    Mas o que eu pretendo de facto, com este meu post, é pedir a sua autorização para ler, no meu programa “Crónica da Semana”, o seu artigo acima referido.
    O seu nome, como autor, seria concerteza referido, pois só assim me permitiria ler o seu artigo, como tenho feito com outros autores nacionais, com artigos de opinião, textos diversos e poesia.
    Apreciaria muito ter o previlégio de ler o seu artigo e estou certa que o mesmo seria do agrado dos nossos ouvintes.
    Peço-lhe que me perdoe se o incomodo com o meu pedido, aceitarei a sua resposta, positiva ou não, com o mesmo respeito e consideração.
    Os meus cumprimentos.
    dina maria marques

  5. dina maria marques diz:

    Mais uma vez agradeço a permissão para a leitura do seu artigo “O charme discreto do maoismo português”.
    Se quiser ouvi-lo, basta aceder à nossa emissão desta semana, através do nosso site http://www.radiosempre.com, rubrica Crónica da Semana.
    Melhores cumprimentos.
    dina maria

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