“Notices à venir” e BHL

Desde que Deleuze o demoliu definitivamente que sempre considerei o nazi-sionista Bernard-Henry Lévy (tipo “matem 10 000 palestinianos, mas dêem-me o Gilad”, não foi bem assim mas poderia ter sido), sempre considerei esta coisa como um dos maiores palhaços de França (que não o merecia, sinceramente).

Agora, numa pausa de uns trabalhos (e não há cá pausas longas em Agosto: o que é Agosto??), passei pelo site que tem o nome do homem, do “filósofo-palhaço” BHL. Entro muito curioso num espaço com o título “Ses Concepts”, e vem-me: Notices à venir. Então não é que o palhaço que disse que Soljenitsine era o Dante do nosso tempo, que abominou Platão como precursor do fascismo, que abomina Hegel e Bergson, que nasceu em 1948 (!!), ainda não fez colocar nem ajudou a quem lhe fez esta burlesca página (para, precisamente, provar que BHL é um “filósofo”) com uma merda de um “concept” ?? Vá lá, apenas um, foda-se!

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22 respostas a “Notices à venir” e BHL

  1. Gentleman diz:

    Nos anos 90 o BHL escreveu e apresentou um excelente documentário televisivo, actualmente bastante difícil de encontrar, onde mostrava a conivência e complacência da intelectualidade europeia — e francesa, em especial — com o totalitarismo comunista durante as décadas que antecederam a queda do muro. Como foi possível que, durante anos, tantas pessoas supostamente inteligentes tivessem apoiado regimes responsáveis por algumas das maiores atrocidades da história da humanidade? — questiona o documentário.

    • Carlos Vidal diz:

      O pintas da foto, como se vê, é um “padrinho”, esforça-se mas não vai lá: é um mau “padrinho”. Aliás, o gajo não é credível em papel nenhum. Nem a intrujar tunisinos. (Há quem saiba ao que me refiro.)
      É que esta é a melhor foto do pintas.
      (E até diria mais – como o António Feio já cá não está, que tal pôr este pintas a fazer uma converseta da treta, desta vez a sério, sem ser a representar, etc.)

      Quanto à complacência… Basta ler uma página de “A República” que, pronto, estamos a ser complacentes com o “totalitarismo” (é assim que se diz, não é?).

  2. Frederico diz:

    E sobre o último congresso cubano?
    O Vidal vai continuar em sepulcral silêncio?

  3. mário martins diz:

    Esse palhaço foi uma das minhas desilusões mas há mais de 40 anos.

    Um abraço,
    mário

    • Carlos Vidal diz:

      Mais ou menos quando Deleuze e outros deram cabo da “nova filosofia”.
      40 anos depois a que soa isto: “nova filosofia” ??

  4. |Y| diz:

    Concordo. BHL não é um filosofo. O filosofo, segundo Deleuze, é aquele/a que inventa conceitos. Todavia, concordo inteiramente com muitas das suas opiniões acerca do médio oriente, da presente situação socio-politica na França. É um interprete atento e perspicaz.

    Talvez prefira este senhor. 🙂 Resistance is surrender.

    http://www.lrb.co.uk/v29/n22/slavoj-zizek/resistance-is-surrender/print

    • Carlos Vidal diz:

      Meu caro Z, perdão, Y, perdão, |Y|, deixemos essa coisa do médio oriente de parte, e falemos de coisas sérias.
      Eu prefiro o Pol Pot.

  5. Niet diz:

    Mehdi Belhaj Kacem ” cortou com Badiou. O filósofo m-l mais conhecido do Universo, perdeu também a ” amizade ” de Sylvain Lazarus e a de F. Regnault, dois dos seus mais antigos e velhissimos camaradas. E o livro de Mehdi continua a correr mundo, explicando no seu livro as relações que construiu com B-H. Lévy, director da colecção ” Figures “, Editions Grasset “, onde o estrondoso panfleto ” Après Badiou ” foi publicado. Niet

    • Carlos Vidal diz:

      Está enganadíssimo meu caro, e o que me conta não tem interesse nenhum. Sobre Lazarus foi o Niet quem insinuou a hipótese de ele não existir e ser um pseudónimo de Badiou. Logo, eu, por mim, julgo que Lazarus existe. E é tão discreto que nada se saberá ao certo da relação política e de amizade com Badiou.
      Próximos de Badiou são Tarby (parece-me fraco) e Judith Balso (uma grande senhora do pensamento e uma pessoana de primeira!)
      Regnault é irrelevante. Ainda há pouco tempo Badiou conferenciou sobre matemáticas no Pompidou e não estaria a chorar, de certeza, por “Regnault”. Nas tintas.
      O problema com Kacem é mais grave. O livro não corre mundo, tem um (1 !!) só comentário na página da amazon.fr (o que é uma “polémica” dos diabos), e não tem traduções.
      O livro tem três objectivos que não podem nunca funcionar ao mesmo tempo, e apenas revelam uma debilidade mental:
      1. Destruir a personalidade e o homem Badiou (facto psicopatológico)
      2. Destruir a filosofia de Badiou (é normal que se queira tal, é só tentar-se e depois se verá – está ao alcance de toda a gente)
      3. Depois de conseguidos os dois itens anteriores (impossível, em simultaneo), tentar mostrar que Kacem tem um “sistema” filosófico próprio. Ou seja, Kacem está ciente que só o consegue demonstrar se destruir a pessoa Badiou e a filosofia de Badiou, o que é grave e denota raciocínio de mentecapto, vazio, instrumentalização, debilidade e…… ausência de filosofia (eu, para mostrar um conceito meu, não necessito previamente de partir a cara a ninguém, não necessito de previamente matar ninguém: ou tenho um conceito/sistema ou não tenho. Ponto FINAL! Acorde, homem, já tem idade! Quantas pessoas Deleuze, Foucault, Derrida mataram, quiseram assassinar, para mostrarem que eram filósofos com sistema próprio??)

      Às tantas, depois de panegiricar e tudo dedicar a BHL, o pobre Kacem lá diz uma coisa muito grave e de impotente: “Badiou é apenas um pretexto”. Santo nome de Deus!!!!!
      Então eu lanço-me na destruição de uma pessoa (queria, o gajo, o imberbe tunisino) como pretexto para mostrar que tenho um “sistema”?
      Responda, vá.

      Depois, o parvo, também algures, vem dizer isto: “aquilo que eu aqui vou contar faz o filme ‘Hannibal’ parecer uma brincadeira de crianças”. E eu avanço, avanço, e só encontro ideias soltas que contariam o que o tunisino escreveu no Espírito do Niilismo (por exemplo, ele lá diz que a equivalência ontologia=matemática é autoconsistente, e em Après Badiou já diz o contrário – cure-se; eu curava-o ao murro na tromba. E sabe porquê? Porque é o próprio pateta quem fala no seu livro de Muhamad Ahli. Pró caralho!)
      Outra coisa é Tarby: não, de facto, não está à altura de Badiou. É verdade, e eu, pobre de mim, estou aqui, e a minha voz não chega a lado nenhum.
      Outra acusação: Badiou usa Lacan para fazer política? E depois? Também não usa Mao? Não usa também S. Paulo?
      Mas veremos. Leia e não se entusiasme! Esqueça o Cassius Clay.
      (Continua – talvez num post………)

      • Carlos Vidal diz:

        Além disso, ó Niet, não perceber que Lévy é um chulo de bar de alterne rasca, é grave. (E até pode ser multimilionário, que esse é para o lado que eu durmo melhor.)

  6. Niet diz:

    Oh, CVidal, afinal anda a ler o livro do MBK…Eu disse-lhe há meses que o Lazarus existia.
    É só conferir no seu blogue. Regnault ” era ” um amigo de mais de 40 anos,membro influente da grande geração de alunos de Althusser da ENS. Eu estou em Portugal; e não tenho aqui o livro maravilhoso- do ponto de vista político- do MBK. Conheço B-HL : é um social-democrata, como diz o MBK, e amigo do seu amigo. O que é muito, convenhamos. Niet ( Só agora consultei o site do Cinco Dias).

    • Carlos Vidal diz:

      Claro, não respondeu a nenhum dos tópicos que enfatizei no meu comentário anterior!, que provavam que MBK é menos que zero, um imberbe cabotino à procura de um lugar que não tem nem terá (por exemplo: “circulação internacional”).

      E, além do mais, eu não ando a ler algo sem nada dentro para ler.
      O que é certo é que eu sou capaz de dizer (já disse) porque é que o “livro” do tunisino nada vale, e o Niet não é capaz de dizer por que é que ele (o livro) é “maravilhoso”.

      Então, diga! Espero sentado.

      • Carlos Vidal diz:

        (Lá está, no meu comentário de 5/Agosto, 16:47, falei para o boneco, falei, falei para nada. Óptimo, já vi que não leu o que escrevi. Nem sei se leu o que MBK “escreveu”.)

  7. Niet diz:

    Estou de férias e com pouco material para contra-argumentar. De qualquer maneira,
    sublinhei o que me parece relevante, por agora. Fugindo do ” lodaçal metafísico ” dos matemas, das multiplicidades e dos conceitos kantianos em que se enrodilha Badiou, e
    MBK escalpeliza. Bref, gosto da visão politica do Medhi Nelhaj Kácem porque ele não
    excomunga ninguém, e dispõem-se mesmo a ” cooperar ” com os neo-trotskistas do
    NP Anticapitalista de Besancenot. Respondi-lhe a tudo, portanto, no segundo lance.
    E ainda não avaliei exaustivamente o pavé de MBK, # Depois de Badiou #. Niet

    • Carlos Vidal diz:

      Ora é exactamente aí que bate o ponto, muito obrigado pela sua não-resposta.

      É que o ponto bate no ponto em que é muito fácil chamar-se “lodaçal” àquilo que não se percebe.

  8. Niet diz:

    O Medhi desmonta todo o dispositivo teórico e conceptual de Alain Badiou.
    Que o Castoriadis sinalizou por infernal maquinaria teleológica e metafísica.
    E politicamente por um perverso efeito totalitário, claro.
    Boas férias! Niet

  9. Niet diz:

    Adenda: E politicamente, elaborando um perverso efeito totalitário. Niet

    • Carlos Vidal diz:

      Más férias.

      Espero, entretanto, por essa esplendorosa bibliografia, em quantidade e qualidade, de Castoriados sobre Badiou. E não vale a desculpa de mau pagador de que está em Portugal em férias e “desmunido” de livros – assim sendo, vale mais estar calado.

      Como sabe, não há desmontagem nenhuma. O tipo disse que ia desmontar e provocar horrores ao leitor semelhantes ao de um filme sobre canibalismos (“Hannibal”). Se não é parvo é tonto. Se não é tonto, é demente.

      Além disso, não poderia desmontar o que no Espírito do Niilismo afirmou como autoconsistente. Em resumo, o homem, que nada tem de susbstancial traduzido nem a circular internacionalmente, quer tê-lo.
      V. não percebe. É natural, está em férias.

  10. José Maia diz:

    Já dizia Michels, esse a quem convém chamar de fascista: “O movimento socialista contemporâneo, apesar de seu rótulo, de suas pretensões científicas e de sua fraseologia tomada de empréstimo aos costumes e ao gosto do tempo, deve ser considerado, do ponto de vista ideológico, como uma espécie de movimento messiânico, porque está todo imbuído de concepções judaicas, todo penetrado de espírito israelita e nele os judeus exercem tão grande papel que se pode dizer preponderante.”
    Não fosse o “nazi-sionismo” como teria você partido para votar??
    Shalom

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