Nomeações

A primeira promessa mentirosa de todos os governos, cunhada por António Guterres, é o “no jobs for the boys”. Mas a declaração não é só mentirosa, é estúpida.
Não nomear uma maioria de assessores de confiança política para os gabinetes do governo, é como colocar o Benfica a jogar com uma maioria de jogadores sportinguistas. Também não me parece extraordinário que a mesma lógica se utilize como critério nas nomeações para a CGD. Para ser sincero incomoda-me muito mais a cultura de partilha do pote que Luís Filipe Menezes enunciava quando, na oposição (ver aqui e aqui), reivindicava para o PSD a liderança da CGD que, aliás, veio a conseguir com Faria de Oliveira.
Contudo, a nomeação de Rui Machete para vice-presidente da Assembleia Geral da Caixa Geral de Depósitos, é grotesca. Machete, entre 2007 e 2009, foi presidente da Sociedade Lusa de Negócios, proprietária do BPN, organização mafiosa que lesou gravemente o Estado. Para avaliar a sua gestão só há duas hipóteses. Ou foi desatenta ou colaborante. Num e noutro caso, demonstrou que não serve para defender o interesse público, devendo ficar bem longe do pote.

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3 respostas a Nomeações

  1. Bolota diz:

    Tiago,

    Definitivamente estamos entregues a gangues encartados.
    Daí, quem pensar que nos vamos safar com as medidas
    da toika tire o cabalinho da chuva.

    Se fosse só aqui…um dia os interesses individuais subrepõem-se aos colectivos como já está a acontecer e…Uma conflito, uma escaramuça, uma (pequena) guerra está apara acontecer algures no mundo.

    Dois exemplos regionais: Jardim V PPortas e a oferta do BPN ao BIC ficando o estado com o onos das despesas dos despedimentos. Só a tiro isto lá vai

    Abraços

  2. Bolota diz:

    Tiago,

    Definitivamente estamos entregues a gangues encartados.
    Daí, quem pensar que nos vamos safar com as medidas
    da toika tire o cabalinho da chuva.

    Se fosse só aqui…um dia os interesses individuais subrepõem-se aos colectivos como já está a acontecer e…Uma conflito, uma escaramuça, uma (pequena) guerra está aparecer acontecer algures no mundo.

    Dois exemplos regionais: Jardim V PPortas e a oferta do BPN ao BIC ficando o estado com o onos das despesas dos despedimentos. Só a tiro isto lá vai

    Abraços

  3. monge diz:

    Hoje foi na azambuja, dezenas…

    amanhã, pode bem ser noutra paragem…

    Será que a gente que nos governa não percebeu que na mínima migalha pode vir um turbilhão? Será que não podem fazer erros do passado típicos do “centrão”?

    Os empresários viram o atraso do TSU.
    Os funcionários públicos e equiparados vêm os seus salários cortados com carga fiscal acima de 37,55.
    O iva não tarde a aumentar.
    Propinas, taxas moderadoras vão subir.
    É básico…

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