E se deixássemos de pagar?

(daqui ou dagui)

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27 respostas a E se deixássemos de pagar?

  1. António diz:

    Aumentavam os impostos para pagar o défice dos serviços públicos de transporte. Não existe essa coisa do deixar de pagar… A questão é como é que vais pagar….

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      António, durante o boicote às portagens da ponte 25deAbril, também se ouvia esse argumento.

      • António diz:

        Por isso é que o aumento de portagens foi suspenso ehoje em dia é o Estado que paga à concessionária a diferença entre a tarifa que devia ter sido aplicada e a tarifa aplicada….

        • Tiago Mota Saraiva diz:

          Por isso é que o Ferreira do Amaral está na Lusoponte.

          • António diz:

            Então o que diz de não pagar já faz sentido!!!! Vamos deixar de pagar para por o Álvaro como Presidente da Carris. Isso sim, são ideias para Portugal!!

          • Tiago Mota Saraiva diz:

            António, o seu argumento é que faz pouco sentido… eu estava a ser irónico dizendo que a luta contra as portagens tinha posto o Ferreira do Amaral na Lusoponte.

  2. Tiago Vasconcelos diz:

    Se não for através dos bilhetes, será através dos impostos.
    Não há almoços grátis.

  3. Augusto diz:

    Ao pagar impostos ,os portugueses estão já a pagar os transportes publicos a saude , o ensino publico, essa é que é grande realidade.

    O ensino publico, os transportes publicos , o SNS não são para dar lucro.

    Aliás em relação ao resto da Europa , os portugueses já pagavam os transportes publicos MAIS CAROS.

    Deveria haver um rigoroso controlo das despesas, para evitar desperdicios.

    Os gestores nomeados para estas empresas deveriam ser avaliados pelo seu desempenho, e não deveriam ser mantidos se fossem incompetentes.

    Era por aqui que se deveria ter começado.

    Mas para isso era necessario que Passos Coelho e Paulo Portas , estivessem no governo para governar o pais em beneficio dos cidadãos, e não dos interesses economicos que os manipulam .

    Um familiar meu reformado com uma reforma muito baixa, pagava pelo passe 25.45, hoje pagou 30.45 .

    O aumento foi de CINCO EUROS

    Como vai receber pouco mais de 3 euros do tal famoso aumento que o Passos anunciou, nem lhe dá para o aumento do passe.

    E lá vamos cantando e rindo…até um dia….

    • Nuno Geraldes diz:

      “Deveria haver um rigoroso controlo das despesas, para evitar desperdicios.
      Os gestores nomeados para estas empresas deveriam ser avaliados pelo seu desempenho, e não deveriam ser mantidos se fossem incompetentes.”
      Mas quer este tipo de gestão sem privatizar?

    • Rafael Ortega diz:

      “O ensino publico, os transportes publicos , o SNS não são para dar lucro.”

      Mas convém que não haja prejuízos monumentais o que, no caso das empresas de transporte, acontece há anos.

      Os bilhetes sempre tiveram aumentos inferiores à inflação. Alguma dia este aumento bastante superior teria de acontecer.

      Claro que também há muita asneira na gestão.

    • Tiago Vasconcelos diz:

      Ao pagar impostos ,os portugueses estão já a pagar os transportes publicos a saude , o ensino publico, essa é que é grande realidade.

      Se os impostos chegassem para as despesas o Estado não estava enterrado em dívidas até às orelhas. E se fossemos na conversa do PCP e do BE ainda estaríamos mais endividados pois para esses partidos eram obras públicas e subsídios por todo o lado…

  4. João Pais diz:

    Avancemos para o boicote e de caminho recrutemos os “picas”. Não é mais do que justo. Se já pago impostos, para que devo pagar (por mais um) serviço publico?

    • Nuno Geraldes diz:

      Não me diga que o direito ao transporte também está na constituição.
      Seguindo esta lógica, o que é que o serviço público não deve fazer? É que se tivermos direito a educação, saúde, transporte, etc, deixo de trabalhar e começo a viver do trabalho dos outros. Infelizmente já vou tarde, porque muitos portugueses já o fazem.

  5. Renato Teixeira diz:

    À mitra qual à guna?!? Isso é galego ou basco?

  6. Justiniano diz:

    Será a recriação da imagem do velho carro eléctrico de massarelos pró passeio alegre!! Já não vejo um eléctrico há mais de 10 anos!!

  7. A. Cerqueira diz:

    Olá Tiago. Desculpa a minha discordância e o cansaço de ver que tudo continua na mesma:
    exploração e opressão sempre a progredirem. E os que as sofrem a entreter-se a discutir o ‘sexo dos anjinhos’.

    É um bocado fastidiosa esta sucessão de comentários e ideias. Discutem o sexo dos anjos e não têm solução que solucione… Faz-me lembrar o desabafo de Marx (11ª tese sobre Fuerbach), que dizia, mais ou menos isto: os filósofos têm-se entretido a discutir a interpretação da realidade, cada um à sua maneira. Ora a verdadeira questão está em tranformá-la.

    A ‘situação’ que vivemos só pode ser resolvida definitivamente de uma maneira radical: uma revolução que altere profundamente os fundamentos sociais e económicos deste modo de produção.

    Trata-se de fazer o que não fizemos em 1974-1975: acabar com o capitalismo como sistema e a burguesia como classe exploradora e opressora. Mas há vários e difíceis problemas bicudos a resover antes disso.

    Designadamente: fazer a revolução com quem (classes, dirigentes, especialistas para dirigir e gerir as instituições e as empresas, p. ex.). Em que condições (conjuntura internacional, condições objectivas e subjectivas, etc).

    Contra este regime, com PS ou PPD ou CDS e a falta de qualidade do PCP e do BE (que não põem o problema da mudança de paradigma económico e social), não há outra solução que uma mudança radical. Só que essa não será possível nas próximas décadas.

    Portanto, há que ir preparando essas condições…

    Saudações dissidentes de um médio-burguês anti-burguês

    Armando Cerqueira

    • Tiago Vasconcelos diz:

      A ‘situação’ que vivemos só pode ser resolvida definitivamente de uma maneira radical: uma revolução que altere profundamente os fundamentos sociais e económicos deste modo de produção.

      Revolução não haverá. O povo não está disposto a hipotecar o seu futuro para fazer a n-ésima experiência de aplicação de doutrinas que nas n-1 experiências anteriores deram mau resultado. Com todos os seus problemas, a democracia burguesa ainda se pode considerar um modelo mais bem sucedido que todas as doutrinas socialistas até agora levadas à prática.

      • A. Cerqueira diz:

        Tiago Vasconcelos:

        Revolução/revoluções haverá um dia, ou em Portugal ou noutros países. Não o pode impedir…

        Quanto a hipotecas, está bem de ver que o nosso povo hipotecou não só o futuro como o presente nesta democracia burguesa que você tanto aprecia, com corrupção generalizada e impune, muitos ‘jobs for the boys’, desemprego progressivo, instabilidade/insegurança nos empregos de baixa remuneração/qualificação, opressão do povo pelos dirigentes, que impõem políticas contrárias aos interesses e necessidades desse povo e às promessas feitas aquando de campanhas eleitorais, injustiça para as classes desprotegidas ou menos protegidas, justiça para os ‘poderosos’. Etc. Uma sociedade de ignomínia que se calhar não o indigna.

        Houve tentativas de ‘criar’ sociedades mais justas e humanas, aliando democracia e socialismo, mas que não venceram, pois foram mais ou menos brutalmente esmagadas. Falo da ‘Primavera de Praga’ e da ‘experiência chilena’. O caso português de 1974-1975 há que estudá-lo. Também houve gente bem intencionada que queria implementar socialismo verdadeito e democracia (mas uma democracia real, controlada verdadeiramente pelo povo), e gente dita socialista e democrática, que conspirou com serviços secretos estrangeiros (incluindo um, especializado na contra-experiência chilena), com os sectores conservadores e os mais reaccionários das Forças Armadas, com sectores da Igreja comprometidos ou coniventes com o salazarismo/marcelismo, e esteve disposta a recorrer a um banho de sangue. Há que estudá-lo. E não se deixar manipular partidariamente, religiosamente, militarmente… ‘Ler’ os acontecimentos com olhos de ver, como se fazia durante a Ditadura…

        O capitalismo, ou se prefere numa terminologia ‘politicamente correcta’ que seja mais do seu agrado, a actual sociedade baseada na ‘economia de mercado’, será possivelmente substituída por outra forma de economia e sociedade, simultaneamente parecida com o que conhecemos como ‘socialismo’ e diferente deste, enquanto forma social adequada e exequível.

        Dada a experiência histórica actual, a nova crise sistémica deste modo de produção (você provavelmente detesta marxismos e concepções marxianas…, prefere talvez quer a vulgata social-democrata quer a liberal?), ou do actual sistema, é em parte parecida com a crise mundial capitalista de 1929. A crise actual torna evidente o disfuncionamento do sistema, a sua inadequação e inviabilidade prática (destruição de riqueza, da Natureza e dos recursos, da força de trabalho, injustiça, desrespeito pelos direitos humanos, desigualdade, etc.) pois o sistema só existe produzindo a sua auto-destruição.

        Num futuro a médio ou a longo prazo, caminhar-se-á possivelmente no sentido da supressão da exploração do homem pelo homem e da divisão em classes antagónicas. É que o sistema capitalista não é o fim da História, os povos caminharão provavelmente no sentido da sua substituição.

        A menos que os povos prefiram um sistema de ainda maior exploração e opressão, o que parece absurdo mas é teoricamente possível. Na História nada está garantido ou vai num sentido único ou é pré-determinado ou irreversível.

        Mas como, quando, qual serão a forma e o conteúdo do novo sistema, isso haverá que perguntá-lo a um oráculo credenciado… Não conheço nenhum. Mas parece que havia um estabelecido num ‘santuário’ em Delfos, há muitos anos atrás.

        Claro que o Tiago Vasconcelos tem todo o direito e legitimidade de gostar da iniquidade desta sociedade, desta democracia. Todos os Tiagos deste Mundo. Mas por favor não se queixe, não se queixem. Tem/têm o que merecem. Talvez Engels estivesse errado, e Hegel estivesse certo: ‘o que é real é racional, o que é racional é real’…

        Armando Cerqueira

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