ANA SOBRE O PINTO, depois deste aderir à tese de Ibrahim Ali e de descobrir que são comunistas os que se escondem atrás da agenda de Breivik.

Posta pouco recomendável aos amantes da música, da história e da miscigenação.


“É estranho que nunca vi na direita muitos pruridos em colar o terrorismo islâmico á esquerda. Mas aí já não é dançar sobre cadáveres mas apontar a verdade. Não tenho qualquer simpatia pelo anacrónico 5 dias e os seus escribas, mas aqui ninguém é virgem para se ofender com isso… (…)” Comentário por Ana Dias — Julho 27, 2011 @ 19:25.


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Off Topic: No Blasfémias e no 31 da Armada, a análise ao fundamentalismo cristão continua com menos destaque do que a actividade militar do Hamas, o Decreto-Lei n.º 92/2011, a actividade da Fenprof a quatro dias de Agosto, a Amy, a Teresa Caeiro ou o Alfredo Barroso. Como seria se o Anders fosse Ahmed, caríssimo Afonso?

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16 respostas a ANA SOBRE O PINTO, depois deste aderir à tese de Ibrahim Ali e de descobrir que são comunistas os que se escondem atrás da agenda de Breivik.

  1. scriabin diz:

    Isto é tudo muito interessante, mas onde é que anda a Helena Borges? Em tempos andávamos a conversar aí num post e entretanto, puf. De férias?

    • Renato Teixeira diz:

      Pois pergunta muito bem. Andamos todos à procura dela. Parece que foi à procura do Rodomel algures na América do Sul.

      • scriabin diz:

        Quando a encontrarem, camaradas, digam-lhe que deve ter lá em baixo comentários para aprovar. Much obliged.

  2. conservador diz:

    Com a devida vénia,

    apresento-me

    http://conservadorismo.blogspot.com/2011/07/proposito-do-tragico-acontecimento-da.html

    Sempre pelo contraponto de ideias…Saúdo-vos, sendo vosso leitor assíduo.

    • Renato Teixeira diz:

      O que é isso do “complexo de direita”? Também se mede no cortéx frontal ou o problema é da amígdala?

  3. conservador diz:

    Porque quantifica a análise que o 31 da Armada e etcs. fazem da realidade do “norueguês”. Como dizem “menos” do que o Renato eventualmente pretende, logo a “Direita” anda de braço dado com o “norueguês”…e deviam dizer alto e bom som do seu afastamento.
    Renato, ontologicamente, a Direita Liberal ou Conservadora é adversa à extrema-direita, a Liberdade do ser, andar e de pensar, é para nós, absoluta.

    • Renato Teixeira diz:

      Está errado. O complexo, precisamente pelo que diz, está no campo da direita. Porque gritam tanto quando o Anders é Ahmed? É nesse sentido que se dirige a crítica. Bem sei que por estes tempos os nossos liberais andam meio que divorciados com os eugenistas. Saberá, contudo, que não foi sempre assim. Conhece a primeira República?

    • Pedro diz:

      Conservador, com todo o respeito, isso é treta. Tem de começar por distinguir entre liberal e conservador e, dentro de cada um, se é liberal ou conservador nos costumes, ou na economia, ou ambos. Usando um exemplo simples, um direitista liberal defende o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e um conservador não, porque a Igreja diz que não. Há pessoas de direita que não são religiosas e outras que o são, usando os preceitos da Igreja rigorosamente. Não pode pretender misturar tudo. Direitas há várias, assim como esquerdas há várias.
      Quer um exemplo de uma pessoa liberal (à moda europeia) e de direita? Tem o Andrew Sullivan, nos Estados Unjdos. Em Portugal não estou a ver nenhum exemplo com a notoriedade que tem o Andrew Sullivan. Porque, precisamente, a nossa direita nem sabe bem o que é.
      Isso da “Liberdade do ser, andar e de pensar, é para nós, absoluta.” é demagógico, desculpe. Não há nada absoluto, a não ser na religião. E, obviamente, os religiosos estão longe de defender a liberdade absoluta do que quer que seja, nem em matéria de costumes, nem economicamente.
      Finalmente, a direita conservadora não extremista tem muito em comum com a extrema direita. “Ontologicamente” é uma expressão demasiado forte para ser assim utilizada levianamente. Se houvesse direita “ontologicamente” diferente da extrema direita, não seria, obviamente, direita, seria outra coisa.
      Como disse, não estou a ver a direita conservadora a ser “absoluta” na liberdade disso tudo que diz. Cum caneco :).Homem, isso parece uma comunidade hippie.

      • José Manuel diz:

        Muito bem, Pedro. Mais uma informação, confirmando o que diz: o Andrew Sullivan é católico e defende o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

      • conservador diz:

        Pedro, o tema aqui não foi esse.
        Conservadorismo, liberalismo e socialismo têm diferentes perspectivas de liberdade.A perspectiva conservadora é negativista: não mexam no meu bolso, na minha casa e no meu gado. Se eu der ao outro (individuo-caridade, é porque quero, se nos juntarmos todos quero ver a cara de quem dá e de quem recebe (caridade comunitária). O que não pode haver é um ente abstracto a roubar a possibilidade de eu ascender ao Reino dos Céus (certa doutrina paleoconservadora). E só é positiva, pois, na comunidade local, de homens concretos, com nomes.
        Quanto à Moral, …depende da tradição. Esse contrato entre o presente e o passado.

        Revelo alguma ignorância se a Direita Conservadora faz com que o “norueguês” seja um muçulmano.
        Matar sem justificação é criminoso. Matar 1, 10, 1000indivíduos é criminoso.
        E é nisto que quer Esquerda, quer Direita estão de acordo. Descendemos de Atenas, Roma e Jerusalem, como o esquerdita Habermas bem o escreveu.

        • Pedro diz:

          conservador, referia-me a isto
          “Renato, ontologicamente, a Direita Liberal ou Conservadora é adversa à extrema-direita, a Liberdade do ser, andar e de pensar, é para nós, absoluta.”

          Englobava tudo num “nós” direita liberal e conservadora, e atribuia-lhes essas qualidades do absoluto. Absoluto, seja “de”, seja “para”, é coisa que nem liberais, nem (muito menos) os conservadores defendem realmente.
          Mas insisto que esta falta de demarcação entre uns e outros, em Portugal, é usual. Nunca percebi como é que individuos que se acham da direita liberal, conseguem atacar coisas tão simples como o casamento homossexual, conseguindo alguns desses argumentar mesmo (pasme-se) que é contra as instituições. É desta confusão que eu falo. A única explicação que consigo encontrar é que a nossa direita tem necessidade de se afirmar por oposição à esquerda e não quer ter qualquer ponto de contacto com esta.

    • Eu já li várias coisas sobre o conservadorismo (incluindo textos do Robert Nisbet e do Russel Kirk) e tenho certeza (absoluta) que eles não acham que a Liberdade seja absoluta – aliás, um dos tiques intelectuais deles até é preferirem a palavra “liberties” (plural, letra pequena) à “Liberty” (singular, letra grande), exactamente para demonstrar que não acreditam nesses “absolutismos”

      • conservador diz:

        Miguel, o meu esforço de síntese pecou na clareza. Tem tazão. A nossa liberdade é a liberdade para e não a liberdade de, e aí distinguimo-nos dos liberais.

        Referia-me à liberdade de criar, ou melhor, para criar.Pequei.

        Mas o que não percebo definitivamente é a ligação da extrema-direita ao conservadorismo. A extrema-direita institucionalizada é profundamente socialista, por outro lado, o homem é um ser-função, daí a representatividade “democrática” seja funcionalizada (corporações, estatutos, ofícios). Daí camarada. O camarada e o socialismo aparecem nos manuais fascistas.

        • Pedro diz:

          conservador, então não lhe chame “extrema direita”, chame-lhe logo “extrema esquerda” e resolve o assunto. Fica definido que extrema só á esquerda, e deste modo se livra do incómodo de haver extremistas que usam como apendice uma coisa chamada “direita”.
          Quanto ao “camarada”, é usado na tropa, no trabalho, etc. É usado à extrema direita e é usado à esquerda, moderada e extrema, e não é usado pela direita mais moderada, porque o acham feio. Convencionou-se assim, é coisa de grupo, expressão de forte união entre pessoas que defendem e lutam pelo que querem, apenas isso. De resto, não estou a ver como é que se pode usar a expressão “camarada” para fazer qualquer ligação entre um tipo que num congresso do ps chama camarada a outro, a um tipo que numa reunião nazi chama camarada ao companheiro. Só com muito boa vontade…
          O que nos remete para a tal ligação entre o socialismo e a extrema direita e o nazismo. Vem sempre a história de os nazis serem nacional-socialistas. Tem de ver é um bocado mais fundo, ver o que significa a palavra para cada um, o que pretendiam, e sobretudo reflectir porque raio os comunas e esquerdistas em geral eram metidos em campos de concentração pelos nazis e porque é a esquerda nunca pôde com os nazis nem com molho de tomate.

  4. Ana Dias diz:

    Apesar de, como disse, não ter grande simpatia pelo 5dias e pelos seus escribas (pelo menos alguns) não queria deixar de agradecer a citação.

    Faz-me confusão quando em nome de “não dar parte de fraco” um individuo recorre a argumentos desonestos e rasteiros e a uma falta de memória brutal desde que isso permita mandar umas bocas ao “outro lado…”

    • Renato Teixeira diz:

      Por aqui, pese embora, como disse, não colher a sua simpatia, vamos continuar a dar a parte fraca. A Ana com o seu comentário meteu os pontos nos is. Não tem, portanto, que agradecer a citação. O prazer foi todo meu. 😉

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