Jens Breivik

“In my darkest moments, I think that rather than killing all those people, he should have taken his own life,” Jens Breivik said in an interview with Norway’s TV2. He said he also believes his son has mental issues.”He must be. He must be,” the father said in response to a reporter’s question about whether he thought his son was mentally ill.”There is no other way to explain it. A normal person would never do such a thing.”

Ora uma pessoa normal não abandona um filho. Este diplomata inofensivo, não vê o filho desde os 17 anos deste e já avisou que não quer voltar a ver.

Não vamos desculpar o militante Breivik, que tem a cara da extrema-direita na Europa, e cenários como este – grupos armados a matar trabalhadores e sindicalistas reunidos -, houve centenas na Itália de 1919 e 1920 e na Alemanha de 1930-1934. Mas não podemos deixar de lembrar que este idiota, retratado pelas televisões como um velhinho simpático numa casa de campo, abandonou o filho quando este tinha 17 anos e agora diz-se surpreendido e queixa-se que ele deve ser doente. Um diplomata!

Já lhe mediram o cortex frontal?

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10 respostas a Jens Breivik

  1. marco oliveira diz:

    esqueceu-se da União Soviética onde era igualzinho: grupos armados a matar trabalhadores e sindicalistas reunidos. Ou na Catalunha…

    • Raquel Varela diz:

      Caro Marco,
      Onde? E em que data? 1928 em diante? Que Catalunha está a falar, 37?
      Em ambos os casos não eram grupos armados, era o Estado.

      • marco oliveira diz:

        Raquel, no caso da URSS até concedo que era o Estado, mas em relação à Catalunha é muito forçado, para não dizer outra coisa.

  2. Mário Abrantes diz:

    O criminoso detesta a democracia. Por isso tanto pode ser da extrema-direita como da extrema-esquerda. Os preconceitos não costumam dar grande ajuda na análise destas coisas.

    Se o pai abandonou o filho há +- 20 anos é natural que não o conheça, e mais natural é ainda que se ache surpreendido por este desfecho. Ninguém está á espera que um filho seu, por muito bera que seja, dê em bombista de classe mundial.

    Bem, e há muitas formas de abandonar um filho, mesmo estando fisicamente presente.

    • Raquel Varela diz:

      Caro Mário,
      Imagino uma carta de pai para filho: «Querido filho, não te vejo, não te ligo, não te educo, não te alimento, mas o meu coração está contigo e tu bem sabes que isso é o mais importante.
      Do teu pai Jens»

  3. Nos países do Norte da Europa a ligação parental é completamente diferente da nossa. Embora ache injustificável que um pai ignore um filho durante 17 anos, se pesquisar vai ver que não é um caso único, nem sequer raro. Ao atingir a maioridade é vulgar os filhos pedirem um crédito para fazerem os estudos superiores e “irem à sua vida”. A “frieza” das relações entre os nórdicos é, infelizmente digo eu, transversal à sociedade e pode consequentemente reflectir-se nas relações parentais. Repare que não estou a fazer juízos valorativos mas a constatar uma dimensão sociológica e afectiva diferente da nossa.

    • Raquel Varela diz:

      Fernando,
      Eu estive na Suécia, na Finlândia: Vivi na Alemanha. Acho que confunde frieza com independência – no norte da Europa há emprego para garantir o pagamento de empréstimos e por isso saem de casa na altura de ir para a Faculdade. Veja que cá há 20 anos atrás alguém com 20 anos era um adulto, agora há cartão jovem até aos 35, acho. Da minha experiência pessoal, mas é claro subjectiva, nesses países essa frieza de que fala existe, claro, e é um contraste para quem vive no Mediterrâneo, mas ela advém mais da racionalização da produção, e do individualismo (e portanto do capitalismo altamente produtivo) a ela ligado, do que do clima ou da cultura.
      De qualquer forma o tipo diz que não mantém contacto com o filho há 15 anos, é outro patamar, chama-se abdicar da maior responsabilidade que se tem na vida, concordará, que é ser pai ou mãe.

  4. Fernando Lopes diz:

    Ao dizer infelizmente já estou a fazer um juízo de valor. Mas acho que compreende o que quero expressar.

  5. José diz:

    Resta saber quem abandonou quem e que razões existiram para a separação familiar prolongada. Parece-me uma precipitação acusar de imediato o pai.
    Diplomata. Sim e então? É sinónimo de pai extremoso?

  6. E também acho que tal como não é possível atribuir culpas ao filho também não é possível atribuir culpas ao pai.

    http://sofcat2010.blogspot.com/2011/07/breiviks-father-was-sivilkonom_3112.html#comments

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