Anders Behring Breivik!

Anders Behring Breivik não é islâmico, nem comunista. Não é da Al Qaeda, nem de nenhuma organização marxista. É de direita, não fala árabe, consta que não tem grandes antecedentes criminais e terá sido ele o autor dos atentados que deflagraram na Noruega, com um número ainda indeterminado de vítimas mortais.

Bringe Krigen Hjem, ao contrário do que pensa o Sérgio Lavos, não significa “Levar a Guerra Até Nós”, pelo que se recomenda que a próxima vez que use o google translate, escolha o inglês ou o alemão que nos coloniza para ver traduzida qualquer língua nacional. Se a intenção for a contrária deve, está bom de ver, fazer o inverso. Assim, não teria cometido o erro de achar que o célebre “Bring the War Home”, (como se o “Nós” que o atormenta pudesse ser traduzido por “Home”), tivesse qualquer paralelo com o “Estado”, a “Sociedade” ou vá, a “Humanidade” que se subentende do “Seu” norueguês macarrónico. Ainda assim, e se estivesse de boa fé neste debate, teria visto que “Trazer a Guerra Até Nós” daria um resultado bem diferente da pessoa colectiva. Mas adiante. A legitimidade, por estes dias, vale o que vale.

Estamos perante uma evidência, que com alguma falta de jeito os Weather Underground deixaram a nu: é dentro de portas que os Estados beligerantes se apresentam mais vulneráveis, e os que irão perceber isso serão bem mais do que os comunistas, os islâmicos radicais ou liberais  fundamentalistas. Como é bom de ver podem ser louros, ter olhos azuis, falar norueguês, serem de extrema-direita, nacionalistas e até terem direito julgamento no dia do seu juízo final, com sentença publicada na Wikipédia da República Mundial.

Independentemente de tudo o resto parece claro que, antes mesmo que Anders Behring Breivik, haverá outros responsáveis por mais uma mão cheia de vítimas colaterais. Não é esse o nome que dão aos inocentes assassinados no Afeganistão, no Iraque, na Líbia ou na Palestina?

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