A questão da dívida deve ser enfrentada de forma radical

Eric Toussaint lembra neste artigo que a nacionalização da banca e a expropriação das grandes empresas, e a redução horário de trabalho sem redução salarial, são a política necessária para enfrentar a crise. É um simpático recado da ala esquerda da IV Internacional, do NPA, divididos entre quem defende a auditoria e renegociação e uma política de enfrentamento com  a propriedade privada.

«A redução radical da dívida pública é uma condição necessária mas insuficiente para tirar da crise os países da União Europeia. É preciso completá-la por uma série de medidas de grande amplitude em diversos domínios (política fiscal, transferência do sector da finança para o domínio público, ressocialização doutros sectores chave da economia, redução do tempo de trabalho mantendo as remunerações e as indemnizações, etc.

A injustiça flagrante que caracteriza as políticas regressivas em marcha na Europa alimenta a crescente mobilização dos indignados na Espanha, na Grécia e noutros lugares. Graças a estes movimentos que tiveram início após os levantamentos populares no Norte de África e Próximo Oriente, vivemos hoje uma aceleração da história. A questão da dívida deve ser enfrentada de forma radical»

Publicado no CADTM e no Esquerda.net

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3 respostas a A questão da dívida deve ser enfrentada de forma radical

  1. João Pais diz:

    so lhe falta falar de duas coisas pequenas que se chamam PRODUÇAO e SOBERANIA. sem elas, tudo o resto colapsa, como colapsou agora.

    • Raquel Varela diz:

      João,
      Vejo neste comentário simpatia pelas teses desenvolvimentistas, a la Chavez. Soberania num país como o nosso são salários de 20 euros como em Cuba. A luta ou é internacional ou não é, é a minha opinião.

      • Pedro diz:

        Não sei bem quem é que se deverá escandalizar com esse valor de “20 euros” (25 vezes inferior ao salário mínimo nacional pt) detentor de pelo menos mais realidade económica ao contrário das alavancagens de 12:1 (nos livros “brancos”) 30:1 (nos livros “cinzentos”) e 300:1 (na realidade “negra”) do somatório das dividas ditas “soberanas”.

        Dito isto eu também preferia viver cá com um salário alemão, é claro que seria à pala dos ansiolíticos que domesticava a alucinação.

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