RENEGOCIAR É FODIDO – Que sentido faz aceitar copular de costas se estamos longe de o querer fazer olhos nos olhos?

A esquerda já devia ter percebido que não se negoceiam direitos. Não devia ser não na cama como na escola, no hospital, na maternidade ou no cangalheiro. Não devia ser não por palavras ou por gestos e não devia ser não em qualquer língua. Não devia ser não quando nos impõem a austeridade, quando nos aliciam, sugerem, violam. Não devia ser não na hora de desmantelar serviços públicos, de privatizar empresas lucrativas ou de alienar património do Estado.  Não devia ser não quando o sim vem do patriarcado, dos maus hábitos ou das igrejas. Não devia ser não não em todas as circunstâncias em que seja colocada em causa a liberdade e os direitos de quem é chamado a responder. Não devia mesmo ser não até quando estamos convencidos que do outro lado é um sim que nos espera. Se parece tão consensual que em todas as matérias se respeite o não de todos e de cada um, porque razão a esquerda insiste em renegociar a dívida que em momento nenhum lhe diz respeito? Que sentido faz ter que pagar um empréstimo que não pedimos e que nunca nos chegou ao bolso? Como se renegoceia algo que não queremos nem temos a obrigação de negociar? A que acordo querem que a Monica Bellucci chegue em pleno túnel?

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