Ninguém pára a Parque Escolar

Confesso-me cansado de escrever sobre a Parque Escolar EPE.
Como tem vindo a ser público, nos últimos 4 anos, houve uma empresa pública que adjudicou à margem da lei. Os jornais foram revelando as ligações perigosas entre alguns dos favoritos da Parque Escolar e os seus administradores ou dirigentes do PS. Foi-se demonstrando que os preços das adjudicações eram invariavelmente acima dos valores de mercado.
Hoje, o I revela que a escolha dos projectistas era decidida pela administração, e mais tarde era feito o concurso por convites para a legalizar.
Mas a Parque Escolar pode continuar em silêncio e os seus administradores podem continuar a adjudicar.
O Tribunal de Contas mantém secreto o relatório da auditoria que a SIC diz ter tido acesso em Janeiro, o novo governo mantém a administração em funções e o ministério público ignora tudo o que diga respeito à Parque Escolar e aos seus administradores.

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5 respostas a Ninguém pára a Parque Escolar

  1. Olinda diz:

    Na TSF, Sintra Nunes, presidente da empresa pública responsável pelo projecto de renovação do parque escolar, explicou que mantém a intenção de renovar 304 escolas secundárias, num investimento que ultrapassa os 2,4 mil milhões de euros.

    Sintra Nunes referiu que este ano a empresa pública precisou de um financiamento de 350 milhões de euros, dinheiro que conseguiu obter junto do Banco Europeu de Investimento (BEI).

    «Este projecto não sofre até ao momento os condicionalismos associados à falta de financiamento. Os empréstimos com o BEI são para projectos que tenham a ver com o desenvolvimento social dos países e, portanto têm juros bastante baixos», explicou.

    «Neste momento temos garantido todo o financiamento do programa através do BEI, do PIDDAC e das verbas oriundas do plano de avaliação do território, associado ao QREN. Portanto, esta crise directamente não nos afecta», acrescentou Sintra Nunes.

    O presidente da parque escolar respondeu ainda à crítica feita por Adalmiro Botelho, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, recusando a ideia de desperdício de verbas na renovação do parque escolar.

    «O programa não pode ter excessos ou luxos. Mas é natural que por comparação com as obras e escolas que existiam, a qualidade hoje marque uma diferença significativa», justificou Sintra Nunes.

    Fonte: TSF

  2. Carlos Fernandes diz:

    Eu pensava que com um novo Governo a música na “parque escolar ” ia tocar mais afinada, mas afinal então pelos vistos continua o mesmo regabofe (e a mesma mama para alguns ), e tudo isto à nossa conta como contribuintes, claro…

  3. jf diz:

    Como dizia um certo projectista da nossa praça “Sou júri de um concurso e por acaso os quatro finalistas são todos meus amigos. Ainda bem que o concurso é anónimo!(?)”.
    A teia é grande demais para se desfazer e os interesses são transversais a todos intervenientes: políticos, projectistas, construtores/instaladores e fornecedores.
    Distribui-se pelos mais influentes e sossega-se a(s) classe(s).
    E assim segue a “ordem natural” das coisas, em silêncio lá está… como convém.

  4. am diz:

    meu caro

    isto não muda (isto não é para mudar…) nem com 30 troikas

    abraço

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Caro am, não são as troikas que mudam a coisa. O povo é sereno, mas de vez em quando faz mais do que fumaça.
      Abraço

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