i se fossem comprar um jornal?

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Cada vez compro menos jornais. Não só por causa da crise económica (nos meus bolsos), mas porque eles estão mesmo mauzinhos. Boas reportagens, entrevistas, é isso que procuro nos jornais, não palpites de tipos a explicar o que se deve pensar sobre isto ou aquilo, ou a comentar o que o outro disse na véspera. (Nisso, acho que o Público online errou completamente o alvo, ao deixar-nos ler notícias à borla e fazer-se pagar para ler crónicas – ainda bem para tipos como eu, mas mal para eles.) E boas reportagens, entrevistas, histórias bem investigadas e contadas vão-se encontrando, vagabundeando por uns quantos títulos na Net.

Mas então e o anúncio de PUBLICIDADE no canto superior esquerdo? Ah, é porque este texto é para fazer publicidade à edição de fim-de-semana do i. É um pequeno luxo: a peça sobre os ex-maoistas portugueses a propósito dos 90 anos do PCC, mais a entrevista ao Pacheco Pereira, do nosso parceiro Nuno Ramos de Almeida, mais o texto da Joana Azevedo Viana sobre o discurso crítico do Hu Jintao no aniversário do partido (que poderia ser só para justificar a peça, mas é bastante interessante). A outra a propósito da morte do Alain Voss (Metal Hurlant), uma página dedicada a um livro do Diego Palácios, Portugal à Coronhada. A entrevista ao Assis do PS. A reportagem sobre as bifanas de Vendas Novas (um apoio importante para estômagos em viagem). E ainda uma peça sobre uns tipos que estão a voar do cabo da Roca ao cabo Norte numa avioneta ultraleve. Tudo isto e mais o que não me apeteceu ler por 1 euro? Vão lá comprar, cambada! Olhó i! Olhó i! (O nome é que não ajuda nada.)

 

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