Repito: liberais-fascistas! E reforço: com o pior dos liberais e com o pior dos fascistas.

O saque a que estão a sujeitar os trabalhadores, de Portugal à China, dos EUA à África do Sul, da Suécia ao Brasil, a suspensão democrática em boa parte dos países em crise, o gigantesco exército de reserva de desempregados, a recuperação do colonialismo, o aumento generalizado da repressão e da tortura, da fome e da miséria, o deboche narcisista dos plutocratas, a violação da soberania dos países, dos salários, em suma, da vida da maioria das pessoas, seria o suficiente para chegar a tal caracterização. Os liberais-fascistas dos tempos que correm absorvem dos primeiros a gula furiosa e fundamentalista da agiotagem financeira prescindindo das virgulas progressivas a que outrora nos habituou o pensamento liberal. Dos segundos prescindem da crueldade do eugenismo racial para o substituírem por uma nova forma de arianismo social, onde se refunda um regime que sem perder a lata de se proclamar democrático, resgata sem qualquer pudor uma versão radical do feudalismo de castas. Com os amos achar que são deuses, da penumbra dos hotéis de luxo aos calabouços do terrorismo de Estado, o exercício do seu poder ultrapassou as marcas que aconselhavam pruridos de ordem linguística. Os 412 milhões de euros dados pelos Emirados Árabes Unidos para que a parideira da Blackwater funde um exército de 800 mercenários (ao preço de 500 mil euros cada) com a função de operar dentro e fora do território e de ter as revoluções árabes debaixo da mira, é a prova que o liberal-fascismo ainda só agora começou a mostrar os dentes e não vão ser precisos muitos anos para que o termo deixe de parecer exagerado para passar a ser um eufemismo.

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