David entende-se contra Golias?

Hamas

Fatah

O Hamas e a Fatah, as duas principais forças políticas e militares na Palestina, assinaram um acordo que para além da libertação reciproca dos presos políticos e da rejeição de verbas dos EUA, constitui um governo de unidade nacional até às eleições. Israel, de imediato, disse que tal acordo põe em causa o processo de paz, como se este estivesse em vigor. Tal declaração, de quem alternadamente tentou influenciar a política de um e de outro grupo, justifica-se também pela cada vez maior abertura da fronteira de Gaza com o Egipto e é um péssimo prenúncio. Os anos de ocupação israelita ensinaram os palestinianos que quando Telavive não concorda adensam-se as nuvens de nova intervenção em larga escala. Desconfio, por regra, de governos de unidade nacional, mas quer pela reacção de Israel quer pela intensidade do genocídio em marcha, já não será mau se este acordo começar, para variar, por servir os interesses dos palestinianos. O que terá dito a FPLP? E o Hezbollah libanês? E o novo Egipto? E a resistência jordana? E os rebeldes sírios?

Vídeo roubado ao Octávio Raposo

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