GLICODOCE DEMOCRACIA: Precários nos querem, no FMI nos terão. Rebeldes ou não?

Mural realizado pelo MayDay exigindo o fim das negociações com o FMI

Depois do PS, do PSD, do CDS, das Entidades Patronais, da UGT e da CGTP terem aceite o convite do FMI, chegou a vez do MayDay: “Após o encontro o MayDay Lisboa comunicará as principais conclusões alcançadas, esperando poder contribuir activamente para que seja alcançado o melhor resultado em termos do futuro do país e em soluções para os impasses laborais e financeiros”, afirmam.

BOSSNAPPINGS: Luc Rousselet, director da 3M's em cativeiro depois dos trabalhadores o terem tornado refém. (clicar na imagem para ver explicação)

Sabendo da dificuldade de aplicar um programa de austeridade num país com um governo demissionário, a troika lá vai cumprindo com a agenda do seu espectáculo “negocial” unicamente para se legitimar. As organizações que se têm prestado a este papel oscilam entre o colaboracionismo, a traição e a anedota. Desta feita e depois de se ter borrifado para a manifestação contra o FMI, é provável que o MayDay brinde a troika com mais um momento de teatro de grande fôlego. No entanto circula o rumor que os rebeldes se preparam para barricar o Ministério das Finanças tomando os agiotas como reféns e que só serão libertados mediante o perdão da dívida externa dos países em dificuldades. A isso, só a isso, poderiam chamar ajuda financeira e não era preciso fazer chegar à Portela nenhum euro com juros bonificados. Para isso, só para isso, valeria a pena aceitar um convite do FMI. Veremos.

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