SERMÃO IMAGINÁRIO DE PACHECO PEREIRA AOS PEIXES: A direita anda às turras e às aranhas e isso deve-se ao impacto do elaborado discurso político que as várias gerações à rasca levaram para a rua.

Uma das melhores das que se leram em Lisboa

O Pacheco Pereira deu a linha: “É O PREC! É O PREC! Façamos algo em consonância!” Desanimado, pagou a pelo menos um fotógrafo para lhe fazer um arquivo de todos os grupos organizados e respectivas palavras de ordem, substituindo-se aos serviços secretos e à polícia judiciária que, meio perdidas no mural da Geração à Rasca e com alegados terroristas, não perceberam o que ele pressentiu e, zeloso, queria alertar os seus comparsas: “estão todos juntos nisto! Nem pensem em apadrinhar aquilo que a rua neste país é da esquerda.” Como que brandia. A Helena Matos marchou obediente mas disparatada e desatou aos gritos contra os filhos do Boaventura que face à fixação deixa transparecer um mínimo de fascínio: “Ele é o diabo! O diabo!!!”. Qual adolescente, parece deixar-se seduzir pela estética, do discurso claro, agitprop, que em tempos a levava às nuvens: “e…llee é um dia-a-abo …gunf”, parece ouvir-se ao ler-se o nervosismo.  José Manuel Fernandes, mais prudente, prefere enfiar a cabeça debaixo da terra e repetir até ele próprio acreditar: “Por Deus, eram todos grandes democratas! Por Deus, eram todos grandes democratas!”.

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