Leopoldina, salva-me!

Malta mal intencionada aponta ao Miguel Sousa Tavares o pequeno lapso de se ter enganado 56 anos na libertação dos escravos e na pessoa que assinou a dita cuja. Quero admoestá-los com as imortais palavras do Conde de Abranhos quando os jornalistas contestaram a sua frase que Moçambique seria ‘ a nossa possessão na costa ocidental de África’: “questões de latitude não mudam a política!”.
As pessoas não percebem que a Leopoldina é mais do que uma pessoa, é um conceito. Não interessa nada que ela não tenha libertado os escravos em concreto. Interessa é a ideia que os escravos não conquistam a liberdade, precisam das Leopoldinas deste mundo para lhes oferecer a salvação. Fiel a este princípio da voz do dono, tantas vezes enunciados pelos comentadores de turno, vou preencher a minha folhinha em branco na manif de amanhã (que ideia mais pirosa) com a seguinte frase: “Leopoldina, salva-me!”.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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