As boas intenções do imperialismo na Líbia

Já poucos têm dúvidas de que o imperialismo quer entrar na Líbia. Quando Fidel Castro alertou para os planos dos Estados Unidos e União Europeia, através da NATO, a imprensa mundial catalogou as declarações do histórico revolucionário cubano de teoria da conspiração. Das agências estrangeiras, continuava a manipular-se a situação na Líbia e a polir as boas intenções do Prémio Nobel da Paz.

A verdade é que os navios de guerra e as unidades especiais de combate que estacionaram ao largo daquele país não servem razões humanitárias como tentam convencer. Há poucos dias, três pilotos e um helicóptero da Marinha holandesa foram capturados por tropas do governo líbio. Dizem que tentavam resgatar dois cidadãos do seu país. Tripoli acusa-os de espionagem.

Também uma unidade especial do Exército do Reino Unido foi detida por rebeldes quando acompanhava um diplomático britânico pelo território controlado pelos revoltosos. Porta-vozes dos ministérios do Exterior e da Defesa, em Londres, não confirmaram nem desmentiram a informação. Parece que os oito soldados foram levados ao bastião anti-governamental de Bengasi. O diplomata queria contactar com opositores ao regime mas a missão dos militares provocou a ira dos rebeldes.

Entretanto, prosseguem as intenções de fechar o espaço aéreo, através da força, dos Estados Unidos. Chegam também notícias dos pedidos de Washington a Riade para dar apoio militar aos rebeldes líbios. Assim se vê como pensa o imperialismo na paz e na democracia. A Arábia Saudita tem um dos regimes mais retrógados do mundo. Recordemos que foi um dos países que mais financiou e armou os Contra contra os Sandinistas e os Talibã contra o governo progressista do Afeganistão.

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