And the winner is…

O Indomável é para mim o filme mais fraco dos 5 que vi dos irmãos Cohen. Sou suspeito, pois não sou fã de westerns, mas a história é bastante insossa e falta-lhe o humor negro e os fabulosos diálogos surreais tão habituais nos filmes anteriores.

O Discurso do Rei tem interpretações brilhantes (não só de Colin Firth – é elogio fácil valorizar muito este tipo de papéis extremos, mas no caso é bem merecido – mas também principalmente do notável Geoffrey Rush), mas pouco mais. É rebuscado dizer que há uma denúncia do predomínio da forma sobre o conteúdo, pelo que a marginalização da questão da Guerra é ridícula e o argumento é bem pobre.

A Rede Social é uma história bem contada, tem a seu favor a contemporaneidade da questão do Facebook, mas é vulgaríssimo.

A Origem é um blockbuster fraudulento, armado numa intelectualidade que não possui e numa pseudo-ideia inovadora. Pior que Matrix, só mais do mesmo.

Assim sendo, dos 5 filmes que vi, que o prémio vá para Aronofsky.

O Cisne Negro teria tudo para ser um filme recheado de clichés (a jovem frágil, obcecada pela perfeição  artística e oprimida pela mãe). Mas, fazendo jus ao seu passado, o realizador ultrapassou convenções e, com toques do denso mistério psicológico de Brian de Palma ou de uma certa complexidade claustrofóbica de David Lynch (sem os seus devaneios surrealisticamente extremos) e com o desempenho notável de Natalie Portman, O Cisne Negro é um óptimo filme.

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