Amado, Barroso, Ban Ki-Moon ou Obama estão todos a ser derrubados nas praças Tahrir. Se eu fosse o Chavez não metia a mão na merda.

aos 35′

A presença das Nações Unidas neste emaranhado só pode surpreender os mais distraídos ou aqueles que insistem em tratar a política como se de um romance se tratasse. Sabemos da omnipresença dos Boutros-Ghali (o Youssef e o Broutos Broutos) e da benção da alta finança às últimas três décadas no Egipto, como sabemos que a turba de fascistas que tem vindo a cair da cadeira nos últimos dois meses só teve meios para exercer o seu terror porque lhes era conferida legitimidade, armas e dólares em nome de todos nós. Ao contrário do que nos querem convencer não são só meia dúzia de loucos e tiranos que estão no alvo dos levantamentos populares do Norte de África e do do Médio Oriente. Os líderes europeus, as sucessivas lideranças norte-americanas, o FMI, o BM e a mais que suspeita ONU estão a ser derrotados nos palcos que a história está a escrever a cada 24 horas. Não têm só as mãos sujas de sangue por financiar ou aplaudir os jactos que hoje bombardearam os manifestantes da Líbia e somaram mais 400 vítimas ao longo calvário dos povos. Têm também a a sua estrutura moral em ruínas porque sabemos que voltavam a fazer tudo de novo.

Ban Ki-Moon (ONU) com Kadhafi (Líbia), Al-Beshir (Sudão), Saleh (Iémen), Jean Ping (União Africana), Ben Ali (Tunísia), Berlusconi (Itália); Moulay Rachid (Marrocos), Ahmed Nazif (Egipto), Amr Mussa (Liga Árabe), Erdogan (Turquia) e Al Said (Omã)

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