Por falar nisso, eis o meu new diary-agenda

Cansada de ter de me lembrar sozinha, sem auxiliares de memória, dos dias em que não posso marcar nada para poder faltar tranquilamente ao italiano, entre outros compromissos que faço por falhar de forma metódica, e como não me habituo a usar o telemóvel para fazer café e essas multimerdas que eles agora fazem, comprei uma agenda. Não foi a tiragem limitada a 2011 exemplares que me convenceu (uma exclusividade foleira que faz de mim a n. 264/2011, como na tropa), nem a ideia de nomear cada dia com uma efeméride pateta, como esta

ou esta

ou esta

(todas vagamente inspiradas no calendário inventado pelos patafísicos, mas em versão loucura soft); nem sequer a antevisão de um tempo futuro hiperfraccionado, para satisfação de todos os pretendentes ao ano disto e ao dia daquilo, em hora disso ou minuto dessoutro, “saturando a história num mundo que parece querer esconjurar o terror de que não se passe nada” (tradução livre da bula introdutória que acompanha a coisa). Não. O que realmente me convenceu foi

este

marcador. Raramente me senti tão compreendida pela sociedade de consumo.

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