Sim, volto a este “5” (depois de lógicas demonstrações em torno da minha absurda decisão de abandono), e volto no dia do Amor com uma confissão sobre aquilo que EU GOSTO (que há muito trazia atravessada)

Tenho reparado que, desde o oportuno e ético post (como diria “a anarca”) do autor do blogue Antropocoiso, que é o sociólogo P. Granjo (ou paulogranjo), muitos de nós, escribas desta casa, têm redobrado o cuidado sobre quem escrevem e o que escrevem ou quando escrevem. Porque todos temos pessoas unha com carne, peito com peito, coração com válvula de que não interessa o nome, pessoas com quem várias vezes concordamos e outras (nuns casos mais, noutros menos) discordamos, mas não gostamos que sejam vítimas de ataques abaixo-de-cão de profissionais ou literatos também eles abaixo-de-cão (porque supõe-se que um “cão” investiga e escreve como um “cão” ou um sub-cão, sendo por curiosidade o termo “investigations of a dog” o título de uma conhecida e actual exposição internacional; mas adiante que não estou a brincar).

Ora, falando com toda a frontalidade, não quero diminuir a liberdade de expressão, direito constitucional firmado, de ninguém, mas não me vou eximir de expressar sempre, mas sempre mesmo, o meu desconforto de todas as vezes que tal abranja um dos meus próximos, que, enquanto próximo, estimado e considerado, não gosto de ver transformado num saco de pancada. Nem aqui nem em lugar nenhum (muito menos aqui, obviamente).

E peço-vos que respeitem o meu desconforto sempre que ele é expresso (e nunca o reprimirei internamente, mais forte que eu ele é), pois ao não o respeitarem, como disse o blogger e comentador miguel dias lá mais abaixo, um destes dias terão de me enviar almofadas novas, ou eventualmente, sabe-se lá, custear uma cirurgia complexa, porque uma hérnia discal está sempre à espreita de uma boa oportunidade de se manifestar, e depois lá vêm as cargas de Voltaren e Nimed (que é mais forte e mais eficaz). E, para tal, não ando nada abonado. Atentem, sff.

Para que tal não aconteça devo desde já dizer que tenho o maior apreço pela figura e obra do primeiro-ministro José Sócrates, esforçado líder deste governo (aqui, no 5dias, o saco de pancada nº 1), ainda pelo seu ministro das Finanças que muito tem lutado para que os juros da dívida se mantenham num limiar razoável (além de que uma sua familiar é artista plástica!!), e devo ainda acrescentar que sou professor de familiares de alguns dos nossos governantes, e por isso, como se tratam de bons alunos e, no caso concreto, de bons governantes, muito desconforto me têm causado alguns textos aqui publicados, que considero muito abaixo da razoabilidade. Abaixo-de-cão mesmo, sem dúvida e sem mérito.

Não interdito ninguém de escrever o que muito bem entender, como também ninguém me pode impedir de expressar o meu subsequente desconforto. Nesse momento, é a minha tolerância que entra em acção. E por aqui, no blogue, me manterei.

(Ah, e esqueci-me: gosto das aguarelas de um antigo chanceler alemão de que não digo o nome por não valer a pena – em suma, critiquem tudo, mas respeitem as minhas idiossincrasias.)

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