desde 2002 a combater o sexismo e a homofobia em coimbra

Algures no final de 2001 um grupo de pessoas começou a juntar-se num bar em Coimbra para constituir uma associação que interviesse na cidade em questões como o sexismo e a homofobia, numa visão inclusiva integradora em torno dos direitos humanos. A 14 de Fevereiro de 2002 era apresentada ao público a não te prives – Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais, tendo a apresentação sido feita pela actriz e encenadora Helena Faria, por mim mesmo, e com o convidado Sérgio Vitorino. Aqui fica o nosso manifesto, hoje desactualizado em alguns aspectos, mas cujo sentido continua a ter alguma pertinência.

O QUE SOMOS?
Somos um grupo heterogéneo, composto por mulheres e homens muito diferentes entre si. Une-nos a mesma vontade: promover e fomentar o respeito pela igualdade na sexualidade e no género, evitando a discriminação.
Somos uma associação de defesa dos direitos humanos como um todo, e como tal, uma associação aberta à colaboração e intervenção em outras áreas, em parceria com outras associações e entidades que tenham como área de actuação o repúdio aos mais diversos tipos de discriminação nomeadamente a homofobia, o racismo, a xenofobia, a luta contra a pobreza, a exclusão económica, e o combate à transmissão de DST’s, nomeadamente o HIV.
Somos uma associação aberta às participações e contribuições de associações congéneres existentes em Portugal e no estrangeiro, cujos objectivos de trabalho e intervenção consideremos adequados.
Somos uma associação sedeada em Coimbra, com intervenção onde nos for solicitado.

O QUE PRETENDEMOS?
Uma educação sexual eficiente e responsável nas escolas, e fora das mesmas, com o objectivo de os jovens não continuem a contribuir para o aumento das taxas de maternidade e paternidade na adolescência.
Que lésbicas, gays, bissexuais e transgenders não sejam discriminados de nenhuma maneira, especialmente pelas famílias, colegas, chefes, professor@s, religiosos, governos, instituições…
Que as mulheres, simplesmente porque o são, não enfrentem diariamente, na esfera pública e privada, os mais variados tipos de discriminação, desigualdade e injustiça.
Uma sociedade mais justa, livre, igualitária e fraterna em que o género, orientação sexual ou os comportamentos sexuais não sejam a justificação de tantos actos discriminatórios existentes na sociedade portuguesa, sejam eles o sexismo, a homofobia e/ou outras formas de exclusão e de desrespeito à dignidade humana.

PORQUE?
Os direitos ao corpo, à sexualidade, à igualdade de oportunidades, entre mulheres e homens, independentemente da sua orientação sexual, são direitos humanos, assegurados constitucionalmente como direitos fundamentais. Viver em democracia passa também pela recusa sistemática do silenciamento, da repressão e da desigualdade… E porque uma sociedade multicultural, diversificada e colorida enriquecer-nos-á a tod@s, enquanto seres humanos…

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