Conversas de bola


Adeptos cipriotas do AC Omonia Nicosia, há cerca de duas semanas

Para quem gosta de futebol e de apoiar clubes com adeptos antifascistas, esta está a ser uma boa temporada. Aqui ao lado, o Rayo Vallecano e o Celta de Vigo lideram a tabela da segunda liga. Se estes clubes subirem, farão companhia ao Osasuna e ao Athletic de Bilbau que está em quinto lugar, com acesso à Liga Europa. Em Itália, o Nápoles rompeu, novamente, anos depois, a hegemonia do norte e segue em segundo lugar. Infelizmente, o mítico Livorno encontra-se em sexto lugar na série b. Mas se subirmos até à Escócia, encontramos o Celtic de Glasgow na linha-da-frente da tabela com grandes possibilidades de se sagrar campeão frente ao rival Rangers. Na Alemanha, o Sankt Pauli está acima da linha de despromoção na sua estreia na primeira série da Bundesliga. O Partizan de Belgrado garante, neste momento, a liderança da liga sérvia. E embora seja discutível a existência de um campeonato israelita, o Hapoel Telavive está a dois pontos do Maccabi Haifa.

Em tempos de futebol moderno, os adeptos destes clubes dão o exemplo. Rejeitam a mercantilização do desporto e expulsam os nazis das bancadas. Mas em alguns casos, como em Inglaterra e Itália, chegam a retirar o apoio aos clubes. Abandonam os santuários do lucro e formam novas equipas, apoiando-as nas distritais, onde se pode sentir a emoção do verdadeiro futebol. É o caso, por exemplo, do FC United, criado em 2005 depois da venda do Manchester United a uma multinacional norte-americana.

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

18 Responses to Conversas de bola

Os comentários estão fechados.