Ah e tal votar é importante, mas há quem fale de outras maneiras e há maneiras mais importantes de falar.

O fundamentalismo democrático de Daniel Oliveira está cada vez mais burguês uma vez que parece confiar às escolhas eleitorais todas as mudanças e está incapaz de ver que há vida inteligente para lá do acto. Como ele, entendo que a conquista do voto não deve ser menosprezada pelos cidadãos, que no limite da falta de escolhas podem anular ou deixar branco o seu voto. Agora pensar que quem se deixou de dar ao trabalho é um imbecil com pouco mais de duas pernas e que nem sequer merece ser reflectido é mandar para o lixo numa só posta a história inteira do movimento operário. Como mostra bem o que se está a passar no Egipto  ou na Tunísia (Mubarak e Ben Ali foram eleitos há pouco tempo com maioria absoluta) e como bem mostraram diferentes momentos só do último século, as revoluções dificilmente serão anunciadas na televisão e muito menos virão de uma mesa de voto. As eleições apenas permitem uma visão distorcida da realidade e da vontade efectiva das pessoas. Se queremos espelhos é melhor procurar por outro lado.

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