Quer longevidade? Mude-se para o Zimbabwe!

O meu mais incondiconal amigo acusou-me amigavelmente, em 2008, de andar obcecado com a violência letal em torno das pseudo-eleições do Zimbabwe.

Dei-lhe como desculpa, para além do meu visceral internacionalismo solidário, o facto de estar então a viver a um milhar de kilómetros desse sítio (o que em África é, tal como no meu Alentejo mas em maior, “ali ao lado”) e de aquela obscenidade ser sustentada por Mbeki e pelo governo do país onde estava – o que, depois da cégada do Kenia, trazia coisas muito preocupantes para toda a gente, naquela região.

Mas hoje, por “culpa” do Carlos Serra, lá volto ao tema, embora pela positiva.

Sente-se a envelhecer?
Doem-lhe as cruzes?
A líbido ou a capacidade de a concretizar já não são o que eram?

«No Problemo!» Apanhe um avião para o Zimbabwe.
Lá, mais de um quarto dos votantes estão mortos, o que lhe dará uma longevidade cívica invejável – embora pareça que, para se manter recenseado, seja mais fácil ter morrido a 1 de Janeiro de 1901.
Mais estimulante é o facto de 144.202 votantes terem de 100 a 110 anos, o que demonstra que o clima é bacano e passível de esticar bastante a longevidade física, para lá do dobro dessa mariquice da esperança média de vida.

Diz o Coelho que não é Coelhóne que na Madeira também é assim fixe.
Mas, como não consegui confirmar, não me comprometo e o mais seguro é mesmo poupar mais uns trocos para ir ao Zimbabwe.

Tanto mais que, segundo o Jardim, citado no telejornal a partir de um seu artigo naquele jornal que ele paga, também o Hitler era populista, sem qualificações, e teve bons resultados eleitorais.
Evidentemente, um brilhante e acutilante comentário em alguém que fez um curso em não sei quantos anos e à rasca, ganhando há quase 30 anos eleições com um discurso e prática sérios, democráticos e nada populistas.
O que, verdade seja dita, sempre é melhor que uma licenciatura encomendada ao domingo…

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