Nem meia volta dada.

Assim é difícil…!

Nem meia volta dada e já começaram as justificações e lamúrias no campo de Alegre. Os meus parceiros de tasca já o apontaram: assim, assim e assim. Tudo a querer safar-se do mijo de gato duma eventual derrota.

A lógica de Fazenda é tramada: precisávamos do PCP para nos vir fazer a campanha, já que sozinhos não nos aguentamos. E precisamos do PCP para nos justificarmos com o nosso fracasso, pelo fracasso do candidato por nós escolhido.

Já meio mundo explicou as vantagens óbvias de cada um ter na primeira volta o candidato que verdadeiramente o representa. Mobilizar todo o eleitorado de esquerda para obrigar Cavaco à segunda volta. Até Alegre, quando estava mais bem disposto, o disse: os comunistas fizeram bem em apresentar o seu candidato.

Para nós, ainda a procissão vai no adro. Amanhã é dia de eleições. Estamos tranquilos, fizemos o trabalhinho, que é uma coisa que dá sempre muito trabalho.

E por estas e por outras se chega à conclusão que o melhor é mesmo votar no candidato que, com a ruptura, une aqueles que verdadeiramente a desejam. Como já expliquei aqui.

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