Elevar a fasquia

O Ephemera tratou de relembrar uns cartazes da juventude de um partido que muitos consideram centrista, de centro-direita – vá! -, um partido de respeitabilidade como outro qualquer (seja lá isso o que for). Pode não ser uma surpresa, e foi bastante falado quando esses cartazes vieram a público, mas a recordação dada serve como motivo para voltar ao assunto.

A Juventude Popular tem dois conceitos – Segurança e Liberdade – que não têm o mesmo significado que seria habitual. Segurança é o Estado a proteger criminosos, deixando no ar quem nos protege a «nós» (quem?). Liberdade é poder escolher a relação que se tem com o Estado – não a que se tem com e no mundo, com as pessoas. É uma forma mecânica de ver a vida. Os sonhos da liberdade são roubados pelo Estado e distribuídos a quem «nada quer fazer» (quem?).

Depois, quais são os problemas que existem para a Juventude Popular? Não escolher a escola onde se quer estudar – fazendo alusão ao cheque-oferta, uma forma de financiamento do ensino privado -, o Jorge, que trabalha todas as noites em bares para pagar os estudos, mas o Estado tira-lhe 20% do ordenado para «dar a quem não quer trabalhar» (quem?) – não há reflexão possível sobre quanto lhe tira o patrão, sobre a necessidade absurda de se ter que pagar estudos e ainda goza com a percentagem emergente de desempregados.

Claro que isto não surpreende. Mas é preciso avisar do que se passa por aquele lado, antes que seja tarde.

E assim começa a minha história no 5dias – olá!

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