Allegro moderato, ma non troppo pianíssimo!

Desde que a campanha presidencial começou os alegristas já tentaram justificar a sua falta de empatia e capacidade de mobilização com o apoio precoce do Bloco de Esquerda, com a demora do apoio do Partido Socialista, com a ausência de debates, com Cavaco Silva, com a crise, com o assassinato de Carlos Castro, com o Fernando Nobre, com o BPN, com o BPP, com a CGD, com a presença de Fernando Lima na comissão de honra, com o Jose Manuel Coelho, com a chuva de aves no Arkansas, com o voto em branco, com os votos nulos e parece que chegou a vez de apontar baterias (e meia dúzia de impropérios) aos abstencionistas de esquerda.

Assim, os tiros da candidatura do Alegre parecem ter mudado de destino… outra vez. A chantagem, feita sobre quem não se convence das alternativas oferecidas nestas eleições e prefere não confiar o seu voto a nenhuma candidatura, é auto-complacente. O insulto, de que quem não está com as candidaturas contra o Cavaco está com Cavaco, é espúrio e justificativo.

Sem deixar de perguntar porque é que todos esses grandes debates substituíram o debate sobre a governação do engenheiro Sócrates e com isto as razões sobre o silêncio sepulcral desta candidatura relativamente ao actual governo, será que não fazem, vá lá, uma ou duas auto-críticas?

Imaginam-se longos os discursos na noite de dia 23 de Janeiro.

PS: Em função de tudo isto, entre outros factores negligenciados, a campanha de Cavaco Silva fez saber que vai intensificar as suas críticas ao governo. Neste particular sabe que só poderá ter a concorrência da candidatura de Francisco Lopes.

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