O futuro prémio Sakharov não vai sair de uma prisão espanhola


As principais avenidas de Bilbau foram pequenas para os 64 mil manifestantes solidários com os presos políticos bascos.

Habituados a bolsar que a esquerda independentista basca é um fenómeno residual, os jornalistas portugueses não darão grande importância à magnitude desta manifestação. Tivesse isto acontecido na Bielorrússia e fossem os que aparecem na foto opositores às políticas de Lukashenko e teríamos em grandes parangonas o acontecimento escarrapachado nas capas de todos os jornais. Mas não. É no País Basco e os democratas portugueses preferem escarafunchar as prisões de outras latitudes à procura de heróis para as suas liturgias semanais. É que nos cárceres espanhóis e franceses é tudo ETA. Tudo. Dirigentes partidários, jovens independentistas, sindicalistas, autarcas, escritores, muralistas e até camaradas jornalistas. Nunca pegaram numa arma mas não importa. Falam euskara (basco), são independentistas e de esquerdas. Portanto, são da ETA. E, como se sabe, o próximo Sakharov não vai sair de uma prisão espanhola.

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