Nem todos diferentes mas todos demasiados iguais: Síntese de uma campanha presidencial mobilizadora… .. .

As razões do entusiasmo são simples e encontram-se numa simples análise aos candidatos a concurso: temos o D. Sebastião do PSD que também é apoiado pelo CDS; Três fidalgos do PS, um apoiado pelo BE e pelo governo Sócrates, outro pelo Soares e outro por algumas pessoas em Viana do Castelo; O candidato do PCP que é apoiado pelo Comité Central e, talvez, pela maioria dos centros de trabalho do partido e um candidato da Madeira que provavelmente não conta com o apoio de ninguém.

Sobre Cavaco está tudo dito, é o rei do pedaço e sabe que mesmo que fale, e sabemos como fala, nada lhe tirará conforto e a certeza da vitória. Debater Alegre é tarefa à qual já só resistem os amantes do bullying, pois o BE prefere nem falar no assunto e o PS está mais preocupado com o governo de 2015. Francisco, que foi confundido com Fernando no principal debate presidencial, parece torcer para que tudo fique resolvido em Janeiro, e assim evitar engolir o sapo do BE e do governo Sócrates. Defensor só ganhou votos além do seu Concelho depois de ter dito que Cavaco o devia ter demitido há muito tempo e Nobre, é sabido, conversa-se a si próprio. O Coelho, que chegou depois da tartaruga ao casting, ninguém quer brincar com ele.

A menos de um mês das eleições todos sabem porque é que a grande maioria das pessoas está-se a borrifar para a pasmaceira em que se transformaram as presidenciais, preparando-se apenas para ficarem conhecidas por baterem mais um recorde abstencionista, de votos brancos e nulos.

Ainda assim, a única novidade poderá vir de Manuel Alegre. Não por almejar, claro está, uma segunda volta, mas por nem chegar ao célebre milhão de 2005, ou, na melhor das hipóteses, ficar-se pela fasquia do Tiririca, no Estado de São Paulo, o que também seria assinalável.

Continuemos, portanto, com afazeres de maior importância.

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