A utilidade do Falómetro na luta contra a imigração ilegal

Na Republica Checa a obtenção do estatuto de refugiado político por homossexualidade está sujeita a prova física através de um teste médico que dá pelo nome pouco poético de “teste falométrico”. No caso concreto de dois Iranianos, descrito na edição francesa do Slate, as provas documentais (convocação da polícia Iraniana por actividades imorais) é insuficiente para convencer as autoridades.

Imaginem-se os rapazes com o aparelho acima fotografado ligado onde imaginam vendo filmes pornográficos tudo isto por imposição de um funcionário que decidiu que o papel que apresentaram não era bom, para as mulheres suponho que o aparelho seja ainda mais impressionante. Para além da insuportável violação da privacidade apontada no artigo do global post esta notícia, quando interpretada no contexto actual Europeu (mudança das leis de asilo em Inglaterra, repressão dos ciganos em França, etc), mostra como as ideias da extrema direita se estão a difundir devagarinho na União Europeia.

Outro aspecto que esta polémica evidencia é a ideia que os comportamentos humanos se podem reduzir a aspectos físicos mensuráveis, desde a invenção do QI por Alfred Binet que muita gente pensa ser possível medir a inteligência ordenando os indivíduos numa escala que vai de idiota a génio. Não me espantaria se um dia destes alguém tentar reduzir a orientação sexual e a afectividade a uma escala (não me atrevo a imaginar os graus dessa escala)…

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

15 Responses to A utilidade do Falómetro na luta contra a imigração ilegal

Os comentários estão fechados.