Quem ataca a liberdade de imprensa na Venezuela?


Caracazo, 1989. Na Venezuela eram, então, os governos os responsáveis pela falta de liberdade de imprensa.

Se há assunto em que dou razão a todos os inimigos da Venezuela bolivariana é o dos constantes ataques ao trabalho dos jornalistas na pátria de Bolívar. Como se pode aceitar que o governo de Hugo Chávez permita que, de forma constante, jornalistas sejam agredidos no exercício das suas funções?

Neste vídeo, o jornalista venezuelano Jorge Amorín é alvo de várias tentativas de agressão. A repórter fotográfica do diário El Nuevo País não se coíbe de lançar a máquina fotográfica contra Amorín enquanto o insulta e o acusa de ser comunista. Num outro vídeo, podemos observar como a jornalista da principal estação da oposição agride vários colegas na cobertura da chegada de Vargas Llosa ao Aeroporto Simón Bolívar, em Caracas. Já na capital da oposição, em Maracaibo, um jornalista e um operador de câmara do canal juvenil Ávila TV foram corridos a pontapé de um restaurante onde estava o governador Manuel Rosales. Pode ser visto a partir do minuto quatro deste vídeo. Aqui, quando confrontada com as suas próprias contradições, numa conferência de imprensa dada por um representante dos estudantes bolivarianos, mostra-se agressiva e dispara em todas as direcções, chegando a ameaçar um cidadão. Por fim, um último vídeo para exemplificar as dificuldades que enfrentam os jornalistas que não estejam sob a alçada dos media da oposição. No meio de uma manifestação anti-chavista, um repórter é pontapeado e esmurrado enquanto lhe roubam o microfone.

Por isso, não posso estar mais de acordo com Rui Herbon e Fernanda Câncio. Alguém tem de tomar medidas para punir os responsáveis pelos ataques à liberdade de imprensa. Mas não para participar no jogo de mentiras em que andam os referentes venezuelanos de Herbon e Câncio. Devemos estar pelo exercício pleno de funções de mulheres e homens que honram o jornalismo retirando-o do atoleiro em que outros o afundaram.

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