Alberto João Jardim perpetua-se. Ainda bem.

Via Quinta da Capa Rota

Gosto de Alberto João Jardim. Da sua frontalidade. Do seu deboche. Da sua falta de vergonha. Pela maneira crua como nos esfrega, à patrão, que a democracia é uma finta plutopartidária. Pela cara podre com que insulta todos os que aprendeu a aproveitar e por mostrar, a cada dia, o quão bem vive este regime com presidentes do conselho. São vários os momentos de prazer que Jardim nos provoca todos os mandatos. A cada pré-primeiro ministro ou candidato à República que coloca o PSD à disposição da sua corte, por cada primeiro-ministro ou dono da República do PS que o trata com reverência e respeito. Na verdade, aprecio todos os que sem qualquer cosmética nos ensinam que na quinta onde o triunfo foi dos porcos, nem estes precisam de esconder o arroto nas horas do chá dançante nem os burros que não forem mansos podem sonhar com o seu monte de palha no estábulo das galinhas. Figuras como esta são o melhor aliado para quem luta pela a emancipação do povo e para quem sonha em deixar de ver o mundo com palas. Alberto João Jardim não é um cancro no sistema democrático. Alberto João Jardim é o saudável pulsar da actividade celular da ditadura dos ricos. Sem melhor paralelo, está para República burguesa com a Orxestra Pitagórica está para a praxe académica. Deixa o assunto arrumado.

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