Causas da decadência dos povos peninsulares

José Manuel Fernandes, esse paladino, exemplifica-as aqui: uma recensão longuérrima, que até para um verbalista como ele sempre foi há-de ter demorado hoooras a escrever – e inclui, cúmulo do patético, uma “entrevista por e-mail” com o autor do livro, mais uma citação saloia de Berlin, à la João Carlos Espada – para repetir aquilo que Glucksmann & Cia disseram há quase quatro décadas, ainda JMF andava na UDP!, ou seja que o comunismo é uma merda, não porque os russos fossem pobres e incivilizados, mas porque o Lénine e o próprio Marx eram “totalitários”, e esqueceram-se de todas essas as niceties, que fazem a humanidade feliz, como a “separação de poderes” ou a “responsabilização política” (JMF garante que o livro é já “uma referência bibliográfica” e eu acredito, claro). Que feliz seria a humanidade se um dia, à beira do Volga, Ulianov tivesse nascido Fernandov! E não é só JMF que faz a história do presente com 40 anos de atraso, é a malta que lhe responde, que o trata por “Senhor” e faz com ele a luta ideológica que acha necessária e até fundamental… A minha simpatia para com um e para com outros é desigual, cela va de soi, mas a pergunta é a mesma: para quê?

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SEXTA | António Figueira
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11 Responses to Causas da decadência dos povos peninsulares

  1. Fernando diz:

    “Para quê?”
    Para demonstrar que também ele se deixou enganar, em tempos, por uma ideologia totalitária, que felizmente conseguiu ultrapassar. Hoje, ponta de lança da burguesia, é um tipo ouvido pelo país (que remédio, já que passa a vida na televisão e ocupa lugares importantes na imprensa), mesmo que de economia não entenda grande coisa e a crença que deposita no liberalismo seja tão infundada como a que terá depositado no comunismo. Duvido que algum dia tenha lido mais Marx que eu, que ainda assim li mais que o Mário Soares (aprendi isto com o CVidal).
    É um tipo bem informado, a ponto de esta semana ter achado que a rede eléctrica tem problemas quando há tempestades por a REN ser um monopólio. Puta que pariu gente dessa estirpe.

  2. xatoo diz:

    boa pergunta
    o outro tinha sugerido a pergunta “que fazer?”, agora as ratazanas desdentadas da ideologia simplesmente resmoem (nem sei se a palavra existe sem ser em alentejano) a questão “para quê” (!)
    Braudillard investigou o problema que se colocou desde que o homem trouxe a energia solar (deus, a fonte da vida) para o centro da nossa vida terrena. Depois de Hiroshima, diz ele, deixou de haver possibilidades de futuro, apenas existe a arqueologia de pesquisa sobre o passado (aqui o big problem são os revisas da UDP (mal identificados com marxismo). As personagens que habitam este post&coment/ serão um bom exemplo desse pós-modernismo sem horizonte – o Figueira, o ZéManelFernandes, o Soares, o Vidal, o Espada e os mais omissos – todos simples particulas que se movem como sombras em movimentos aleatórios, sem sentido, claro.
    Este movimento de melgas quânticas, fixadas na pseudo estabilidade do conjunto, não percebe que este caminha irreversivelmente para a destruição. São como os sapos quando são cozinhados. Quando sentirem a peida quente, já estão fodidos.

    • António Figueira diz:

      Figueira, JMF, Soares (Mário?), Vidal, Espada – todos “exemplos do pós-modernismo sem horizonte”, todos “simples particulas que se movem como sombras em movimentos aleatórios e sem sentido”, todos “melgas quânticas… à espera que a peida aqueça”: Xatoo, és o maior!!!

  3. António Paço diz:

    Archie Brown não é um pseudónimo literário do Archie Bunker?

  4. Pode-se sempre tentar a solução: Ó Zé Manel cala-te aí um bocadinho e vai lá acabar a m#$%a do curso… Era em Sta. Maria, não era ?

    😉

  5. xatoo diz:

    “o maior” (com letra pequena: “xatoo”) mas não isento de ínfimos erros de pormenor
    Baudrillard, obviamente, em vez de Brau….

  6. Abilio Rosa diz:

    Este Zé Manuel é o típico cretino que abunda nesta sociedade pôdre e corrupta.
    Foi um pró-albanês, um estalinista ferrenho e um anti-militarista oportunista para se livrar da tropa e agora anda a vomitar banalidades e barbaridades mais velhas do que a salvé-rainha.
    Esse Zé Manel é esterco jornalístico, intelectual e humano.
    Para ele, o meu abundante vómito!

    • Niet diz:

      JMF1957,o novo Kristol-à-portuguesa, tem uma ambição secreta:ir para junto de outro exmaoista lusito, JM Barroso, em Bruxelas. E tem que mostrar serviço e empenho ideológico à prova de bala; e, para isso, serve-se das colunas do Público e do impacto do blogue ultra-sofisticado da nova direita conservadora, o Blasfémias. O tipo criou um ” tom ” e um estilo, como na época de ouro o JC Espada : misto de erudição e de fórmulas-choque bebidas ao pormenor no Wall Street Journal ou na revista do clan Kristol, The Atlantic, a velha e decisiva plataforma dos Neo-Cons, que tanto fascinaram JMF1957 durante anos. Archie Brown é um honesto e reputado historiador de Oxford, especialista da Rússia pós-Krustchev e sobretudo dos anos Gorbatchev. Serviu-se como pioneiro dos arquivos do Kremlin e conheceu a maioria dos amigos e colaboradores de Gorby, alguns deles com laços fortes às élites eruditas e marxistas liberais da Polónia, Checoslováquia dos anos 70 e 80, etc. As teses sobre Lénine são ” vulgata ” e exageradamente simplistas e facciosas, pelo que se pode ver na prosa de JMF1957, ao arrepio de trabalhos de Carr, Deutscher e Hobsbawm. Niet

  7. Atenção [b]Niet[/b] o tipo acima era pertença de uns maoístas diferentes dos outros maoístas do tipo que está em Bruzzzelzz.

    A razão porque eu não sei à certa a fac. onde ele andou é porque quando eu já estava no IST ele ainda estava no MAEESL, e a gente limitava-se a albergar esses tipos, mais nada…

    Aliás, se a memória não me falha, havia mais uma pequena mão de diferentes ‘maoístas’, uns com direitos estabelecidos aos ‘chinosérrimos’, outros com o mexmo sobre aquela terrinha do Kadaré (que teve o bom senso de se mudar para a Paris antes que o ‘mudassem’ para um lugar menos agradável) e mais um montão de outros a tentar pôrem-se em bicos-de-pés e arranjar patrocínio.
    E ainda havia umas quantas facções que se estavam a marimbar para isso tudo e que se riam à fartazana dos outros todos…

    😉

  8. **MAEESL = Movimento Associativo dos Estudantes do Ensino Secundário de Lisboa**

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