A talhe de foice

Agora que, por iniciativa do CDS-PP, se irá constituir a enésima comissão de inquérito parlamentar a Camarate, eu acho que é chegada a altura de saber também – e igualmente por via de esclarecimento da câmara dos deputados – toda a verdade sobre o quase tão recente e nunca suficientemente investigado regicídio: Quem comandou o Costa e o Buiça? Quem os pagou, quem os armou? Estará algum mandante ou cúmplice do crime no Panteão Nacional? Urge saber: Camarate faz trinta anos, o regicídio já fez cem. Eu conto com um medievalista para saber toda a verdade.

(Também publicado no http://albergueespanhol.blogs.sapo.pt/

Sobre António Figueira

SEXTA | António Figueira
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9 Responses to A talhe de foice

  1. LAM diz:

    E o assassínio de Inês de Castro ainda me está atravessado.
    Será que há crimes que prescrevem? Porque é que isto é tabu?

    Os deputados da maioria, no ócio do senta e levanta para aprovar de cruz as propostas do centrão, não podem deixar de propor uma comissão para investigar o caso, a não ser que Pacheco Pereira (que muito terá a dizer sobre o antepassado), imitando Assis, ameace com a demissão.
    Abaixo os tabus.

  2. maradona diz:

    eticamente oferece-me as maiores dúvidas esta desmultiplicação de posts por vários blogues. vou expôr a situação ao doutor pacheco pereira a ver o que é que ele tem a dizer sobre o assunto.

  3. Daniel Nicola diz:

    ehehheheh
    De facto!
    Parece que ao CDS, para além do combate desenfreado e sem tréguas, 24h por dia todos os dias, contra os “preguiçosos” do RSI e demais malandros que conseguem sacar ao sistema uns 0.5€ por dia, ainda tem tempo para reconstituições históricas. Epá, que se chame de vez CSIs, Dexters, Fringes, Bones, Bonds, Homes, Poirrot ou Eddie Valiant, mas que se resolva, nós pagamos.
    E no Caldas, já que gostam de ir reescrevendo a história e partilham o gosto pelo “Querida, troquei as molduras…”, isto sem grande orçamento que o PPortas é poupadinho, e sem sequer ser necessário photoshop porque foi só preciso fazer desaparecer a foto do M. Monteiro da parede, proponho que se faça um altar a Amaro da Costa e vá lá, Sá Carneiro também, libertando assim o parlamento desse fardo.
    Acusam a esquerda de ser conspirativa… mas pelo menos baseia-se em factos e não em episódios de uma série rasca do cabo. Talvez seja por ser Inverno, ou pelo Belenenses aconselhar a que se fique em casa, mas alguém no CDS anda a ver muita TV… e rasca.

  4. Eu pessoalmente estou interessado em saber se foi mesmo o cavalo que matou o filho do Sr. D. Manuel, o tal que estava na calha p’ra ser rei aki de PT, dos Algarves, das Espanhas todas e mais algumas, e de Gibraltar e etc…

    😉

  5. São assuntos que não convém mexer porque não interessam nem a um medievalista…
    Bem depende do medievalista. Permanecem questões “políticas” como nos comprova o autor do post.

  6. xatoo diz:

    os gajos da Carbonária eram uns curtidos das boas causas prás massas, os tipos do Bilderberg não deixam lá muitos vestigios antropológicos sobre a arrecadação de massas.
    excepto algumas linhas de investigação:
    “meia dúzia de anos após o fim da guerra colonial, ainda se movimentavam muitos milhões de contos através de uma coisa chamada “Fundo de Defesa Militar” – aparentemente tudo levou a crer tratar-se da transferência da empreitada da guerra aos turras nacionais das colónias para a guerra contra outros terroristas sob a égide de outras mais elevadas instâncias”
    mas isto, obviamente, na douta teologia politica de NRA não passa de uma imbecilidade…

  7. Ora, ora ‘Andoni Figueira’, com akela idade ?
    Capax de ter caído de um carro de bois… ou do colinho da aia.

    D. Miguel da Paz de Trastâmara e Avis (Saragoça, 24 de Agosto de 1498 – Granada, 19 de Julho de 1500) foi um infante de Portugal, Castela e Aragão, filho do primeiro casamento do rei D. Manuel I com a infanta Isabel de Aragão, então Princesa das Astúrias e presumível herdeira das coroas de Castela e Aragão.
    Após a morte da sua mãe durante o parto, Miguel da Paz (como foi baptizado, para selar a paz existente entre as três coroas peninsulares) tornou-se o herdeiro conjunto de Castela (onde foi de imediato reconhecido como Príncipe das Astúrias), de Aragão (e como tal jurado herdeiro nas Cortes reunidas em Sarogaça) e de Portugal.
    Permaneceu em Castela, em Granada, onde foi educado pelos avós maternos (os Reis Católicos) até atingir a idade de dois anos, data da sua morte precoce, que pôs fim ao sonho da União Ibérica na sua pessoa.
    Foi enterrado no convento de Santa Isabel, em Toledo.
    Posteriormente foi transladado para a Capela Real de Granada.

  8. Eu diria que deveríamos criar uma comissão para investigar e interrogar Nietzsche sobre quem matou Deus. Parece-me grave que Deus tenha morrido há mais de 100 anos e ninguém tenha feito nada para descobrir também quem cometeu tal vil crime, pois, supostamente, afecta todo o mundo, mas mais incisivamente países tradicionalmente católicos como Portugal…

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