A selvajaria do patronato

O alegado crime aconteceu, segundo a União de Sindicatos de Braga – que integra a CGTP -, às 09:15, quando o responsável pelo Intermarché situado em Calendário, Vila Nova de Famalicão, “lançou a sua viatura contra as dirigentes sindicais, Fátima Coelho e Lídia, e puxou de arma para os restantes dirigentes sindicais do piquete de greve”.

Felizmente, já se encontra detido.

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9 respostas a A selvajaria do patronato

  1. joaopaulo diz:

    detido por quem? pela polícia do Estado burguês e capitalista, certo?

  2. a parte pelo todo diz:

    Double standard
    Apedrejamento de comboio fere maquinista

    http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1719091

    • Rafael Fortes diz:

      double standard??? nao vê diferença entre um apedrejamento por anónimos e um atropelamento e ameaça com arma de fogo a um piquete???

      • tiago diz:

        anónimos…? claro, mas quem estaria interessado em apedrejar um comboio que está a assegurar os serviços mínimos?

        claro que podemos supor que o maquinista é o don juan da zona e não pergunta às senhoras se são casadas, mas penso que não será de excluir do lote de suspeitos (suspeitos, não condenados) grevistas ultra-zelosos que não gostem de fura-greves.

        já agora rafael, e por uma questão de coerência, demonstrando-se ser esse o caso, podemos esperar um artigo teu intitulado “a selvajaria do proletariado?”

        • Rafael Fortes diz:

          caro tiago, peço-lhe desculpa mas creio que o seu comentario é intelectualmente desonesto. este foi o caso mais grave (sem duvida) mas noutros sitios (guimaraes e cabo ruivo, pelo menos) os piquetes foram alvos de violencia por parte da policia a pedido da administraçao. No caso de cabo ruivo, os trabalhadores indignaram-se e bem porque o seu serviço estava a ser feito por empresas de transporte externas aos ctt, numa clara violaçao da legalidade. Além disso, a uniao de sindicatos creio que de braga já tem vindo a alertar para várias formas de coaçao que têm vindo a ser exercidas aos trabalhadores (umas mais grotescas outras mais subtis).

          Nao encaro de forma nenhuma que sequer se possa comparar uma atitude violenta nao reivindicada com uma série de ataques frontais ao direito à greve por parte de patroes, por vezes com o apoio (ilegal) das forças de segurança. Em Guimaraes, o deputado Agostinho Lopes (que foi identificado pela PSP) afirmou que ia fazer uma participaçao ao MAI.

          Se crê que sao situaçoes similares, temos opinioes divergentes.

          PS: já agora quando se trata de contrabalançar os trabalhadores e o patronato, que ninguem espere que tenha uma opiniao isenta. Pelos motivos òbvios, o meu lado é sempre o do trabalhador.

          • tiago diz:

            rafael, aceito de bom grado críticas às minhas opiniões, e seria o primeiro a concordar que o meu comentário é intelectualmente desonesto (por sugerir a culpa de quem não se pode defender) mas não com a argumentação que apresentas, que basicamente consiste em demonstrar que houve outros abusos por parte de patrões.

            se quisermos ir à raiz da coisa, o que eu defendo é que a lei deve ser cumprida e defendida. junto-me a ti na condenação de um troglodita que atropela trabalhadores ou no abuso da autoridade, sempre que esses casos se verifiquem, mas não percebo se não te juntares a mim nas críticas a trabalhadores que agridam ou coajam colegas que não querem fazer greve (e esqueçamos os casos referidos para nos concentrarmos no abstracto), ou patrões por qualquer razão.

            pelo teu ps, deduzo que não condenarias estes trabalhadores que refiro.

            aí sim, concordo contigo quanto ao facto de termos opiniões divergentes. mas, pelo menos, assim podemos debatê-las…

  3. a parte pelo todo diz:

    Double standard, sim, Rafael. Reseve um mínimo de dignidade para admitir a sua parcialidade.
    Escolher um crime para definir a selvajaria do patronato, nem no Correio da Manhã. Mas tentar explicar-lhe o contrário, é chover no molhado, já sei.

  4. a parte pelo todo diz:

    Este blog tem o mesmo nível de imparcialidade e discussão de ideias da Fox News.

  5. M. Abrantes diz:

    Faz-me impressão que se atropelem pessoas, que se apedrejem e que se atropele a lei.

    A lei da greve é muito clara. As pessoas têm o direito de fazer greve e têm o direito de não fazer greve quando outros a fazem. Estas duas formas de estar, legalmente previstas, são despudoradamente esquecidas por uns e outros. Em 100 anos de conflitos laborais, não se evoluiu nada. Continuamos a assistir a comportamentos trogloditas, autênticos casos de polícia.

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