Roncar, roncar (“não há $$!! não há $$!! não há $$, não há solução, não há solução”) também eu sei (ou melhor, não sei; desta maneira, não sei – é impossível descer-se tão baixo, só Sócrates)

Vejam este vídeo (entre toneladas de lixo idêntico que pulula pelo “tube”). Ouçam isto dito em 2009: “Agora vem uma nova ministra da Educação que diz querer negociar com os sindicatos; bom, se ela quer negociar, então é melhor ser ministra do Comércio”.

Não há um único momento desta, por assim dizer, “entrevista” que ultrapasse o nível superlativo do que leram (e os estalos de saliva, meu deus! E os gráficos! E o autoconvencimento com tanta miséria e boçalidade pensante!…)

E é a esta coisa opinativa que as televisões (todas) e os jornais (todos) dão espaço!

Se calhar, o problema é mesmo o apontado pelo sujeito – ou seja, só mesmo em Portugal é que esta bizarra figura poderia ter tanto destaque e ser ouvido.

E ainda mais, muito mais lamentável:

Mais do que a chamada “crise” actual e o Orçamento de 2011, o que eu lamento é que este indivíduo possa ser hoje um homem feliz com tudo o que está a acontecer. E o que eu, no fundo, mais lamento é que este tipo seja hoje feliz, julgando ter “razão”. E graças a Sócrates.

(ADENDA – permitam-me que aqui coloque um comentário que deixei lá dentro, na caixa: O que este sujeito diz ou “manda vir”, no restrito âmbito da economia, é de uma tal generalidade, basófia, acompanhado de gráficos inaceitavelmente primários e “artesanais” que nem escolares se podem considerar, que se vê logo não ser economista, nem técnico de economia nem coisa aparentada. Este indivíduo não tem nenhuma qualidade recomendável, nem política nem técnica. Uma das suas frases conhecidas, lembro-me agora, é a de que é preciso mexer na justiça, na política, na educação, na saúde, na indústria, na agricultura, nas pescas, na segurança……. E, diz ele, o que têm feito os políticos? “Fosquinhas”, “fosquinhices”. Com uma personagem destas vamos longe! Dêem-lhe ouvidos, dêem. Como diria o outro, isto é a meta da decadência mental. Depois não se queixem.)

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

28 Responses to Roncar, roncar (“não há $$!! não há $$!! não há $$, não há solução, não há solução”) também eu sei (ou melhor, não sei; desta maneira, não sei – é impossível descer-se tão baixo, só Sócrates)

  1. joao ratao diz:

    nem se deu ao trabalho de perceber o contexto da frase sobre a ministra, que apenas queria dizer que ela nao tinha um projecto. quanto a autoconvencido estamos conversados…

  2. Abílio Rosa diz:

    O discurso deste ex-Ministro socialista é sempre a mesma cassete-pirata, mas uma coisa ele pode gabar-se: ele acertou na «mouche», a matemática não é uma batata.

    O poltrão e mistificador Sócrates, acompanhado pelos seus economistas da treta, foram conduzindo o país para este BURACO, foram enchendo os bolsos dos banqueiros e das empresas do regime; foram distribuindo tachos, prebendas e sinecuras para a rapaziada chucha; foram espoliando os pequenos contribuintes, foram desmamtelando as pequenas e médias produções; foram entregando «outsourcing» aos amigalhaços; foram promovendo festas e espectáculos de propaganda; e o Medina Carreira, velho e salazarento como um rato, foi avisando que qualquer dia não ia haver pilim e que o Inginheiro iria assaltar a carteira aos portugueses.

    Dito e feito.

    O gajo, o Medina Carreira, sem apresentar qualquer alternativa válida para o crescimento económico e para a distribuição justa do rendimento nacional, pelo menos foi desmascarando as trafulhices e as pelintrices do Sócrates, o pior primeiro ministro que há memória, enquanto Portugal é Portugal.

  3. Mas existe mais alguém encantado da vida com esta crise do que o Vidal Radical ?

    Aproxima-se mais um 25 de Novembro, vamos festejar a vitória da democracia sobre o comunismo.

  4. carmo da rosa diz:

    ”só mesmo em Portugal”

    Portugal tornou-se de tal maneira uma republica das bananas que já ninguém consegue perceber um discurso simples, claro e sensato sobre a situação real do país.

    Medina Carreira, assim como Camões e Pessoa, vai ter que esperar ainda uns anitos para ter o reconhecimento que merece. Sempre assim foi neste infernal jardim à beira-mar plantado…

    Que sorte que tenho por viver a precisamente 2263 km de Lisboa.

  5. Vitor Ribeiro diz:

    Este homem não é um economista: é mais um ‘econanista’ – alguém que se compraz com as suas próprias ‘verdades económicas’! E é realmente triste que este país passe a vida a dar tempo de antena a Medinas, Ernânis, Cadilhes, Catrogas e quejandos sem se dar ao trabalho de questionar o que é que esse senhores fizeram quando passaram pelo Governo, qual foi a herança que deixaram ao país. E é triste que sejam sempre os mesmos e que não haja tempo nem espaço para outras vozes, vozes que desmistifiquem o embuste que estes senhores representam.
    Como é triste que ninguém questione nem desmistifique o embuste que foram as duas maiorias absolutas de Cavaco e o mal que as mesmas fizeram à economia deste país.

  6. Carlos Vidal diz:

    joao ratao disse
    “nem se deu ao trabalho de perceber o contexto da frase sobre a ministra”.

    Pois não me dei a esse trabalho, e depois?

    carmo da rosa,
    Já sei que vive na terra de Rembrandt,
    deixe-se pois por lá ficar.

  7. carmo da rosa diz:

    @ Carlos Vidal: ”carmo da rosa, Já sei que vive na terra de Rembrandt, deixe-se pois por lá ficar.”

    Ai deixo deixo. Não me leve a mal, mas dou mais credibilidade ao Medina Carreira do que a esta rapaziada da média burguesia que continua a repetir irresponsavelmente ideologias amalucadas do século dezanove.

    PS Humanamente até compreendo! Fica entre nós, mas quando eu era jovem também me fartei de repetir as mesmas asneiras…

  8. Manuel Monteiro diz:

    Esta camarilha de economistas são os cães-de-fila da burguesia na sua tarefa de reestruturar o capitalismo, segundo os interessses das classes dominantes. Por isso os palcos que lhe oferecem. São eles que, nas televisões, rádios e jornais, nos massacram dia e noite para aceitarmos as novas normas e nos prepararem para um mundo repressivo que está para vir. Agora são eles, mas na calha estão as polícias (mesmo as polícias “democráticas, com sindicatos e tudo) e os exércitos.
    Então é melhor prepararmo-nos para o pior…

  9. Carlos Vidal diz:

    Caro Manuel Monteiro,
    O que este sujeito diz ou manda vir, no restrito âmbito da economia, é de uma tal generalidade, basófia, acompanhado de gráficos inaceitavelmente primários e “artesanais” que nem escolares se podem considerar, que se vê logo não ser economista, nem técnico de economia nem coisa aparentada.
    Este indivíduo não tem nenhuma qualidade recomendável, nem política nem técnica. Uma das suas frases conhecidas, lembro-me agora, é a de que é preciso mexer na justiça, na política, na educação, na saúde, na indústria, na agricultura, nas pescas, na segurança……. E, diz ele, o que têm feito os políticos? “Fosquinhas”, “fosquinhices”. Com um tipo destes vamos longe. Dêem-lhe ouvidos, dêem. Como diria o outro, isto é a meta da decadência mental.

    Quanto à polícia e repressão, ela já está em marcha em França. Mas duvido que a canalhada vença. Em França é difícil.

  10. Mariana diz:

    Este senhor é uma conglomeração deveras extraordinária de lugares comuns e banalidades.

  11. Carlos Vidal diz:

    Certo Mariana, mas o que é grave é que ele seja ouvido: o que mantém o debate e o entendimento da realidade a um nível básico, primário e rasteiro.

  12. Daniel Nicola diz:

    Pior é verificar que este “Medina-Carneirismo” tem feito escola em tudo o que é media e pasquim. Um massacre intelectualmente desonesto, um desfile de ex-ministros e neo-economistas que vêm apenas repetir aquilo que já foi dito, sem contraditório, sem vergonha, com pensões milionárias nas algibeiras a defenderem cortes cegos nos salários mais baixos, nas prestações sociais mais urgentes e no pouco que ainda é público.
    Entretanto, ninguém lembra a estes senhores por exemplo, que o milagre irlandês ou islandês que há uns anos lhes enchia o ego neo-liberal, ameaça transformar em tragédia o futuro próximo desses mesmos países. E eles continuam a debitar as banalidades do costume como se não fosse nada com eles, como se à época andassem todos muito caladinhos.
    Quase todos ex-governantes, descobrem a poção mágica mal abandonam funções. A receita, é a que já se sabe.
    De facto, uma roncadeira de banalidades ensurdecedora esta.

  13. Mariana diz:

    Eu a concordar consigo!! Delirium Tremens.
    Sim, Vidal, ele e muitos outros contribuem para manter “o debate e o entendimento da realidade a um nível básico, primário e rasteiro.”
    Como diria Bloom ou Strauss (Leo, claro) é importante assegurar o mérito enquanto se preserva a democracia. Democracia sem mérito é coisa mal cheirosa. Este senhor é um pacóvio. A verdade é esta. Um simplório incorrigível.

  14. A.Silva diz:

    Cada vez mais, quando vejo este senhor na TV, me vem à memória o Alberto João Jardim, parece que são da mesma familia.

  15. M. Abrantes diz:

    O Sócrates também não grama este tipo, nem com molho de escabeche. E os lambe-botas do querido-líder também não.

    Dá vontade de ouvir um tipo que é assim detestado por, sei lá, pessoas tão diferentes.

  16. Carlos Vidal diz:

    A. Silva, o tipo deve ser da família do João Jardim, é muito provável. Mas quando o vejo e leio o nome da personagem, lembro-me do Henrique Medina. Porra, não me vem outra coisa à cabeça. Mas, repare-se: o Medina era uma vergonha de pintor, coisa sem classificação, mas aquilo era, como dizer …. honesto, a cabeça do homem eram aquelas imagens, e nada a fazer. Sobre esta personagem, este “economista” da treta, já não posso dizer o mesmo. Quem viu o debate no Plano Inclinado entre este indivíduo e Carvalho da Silva devia ter ficado com uma imagem inapagável.

    Ora, ora, caro M. Abrantes, acha que este sujeito autoproclamado inimigo nº1 do “estado social” faria um Orçamento muito diferente do de Sócrates/Teixeira qualquer coisa??
    Acha mesmo?
    A luta, se houver, é mais pessoal do que política, entre este Medina e o homem das casas de Valhelhas ou Rapoulas ou lá o que é.

  17. Justiniano diz:

    Ora, caríssima Mariana, como bem diria Leo Strauss a ortodoxia preserva sempre melhor a virtude doque alguma gnose. (E neste caso a ortodoxia financeira é profundamente sintomática) No fundo, discordando do caro Vidal, nada há de complexo a ser elaborado quando se empenha o trigo vindouro para comprar trigo colhido. Descarregar no Medina Carreira sobre o advento quase falimentar é, na verdade, reabilitar a coisa Sócrates e isso é uma profunda abominação.
    E, caríssimo Vidal, o Estado Social…nestes dias, de avanço incessante do pior, não nos deixemos confundir por aqueloutro. Não falemos de Estado Social. Mesmo sabendo que nada existe para além do Estado de Direito Social e da social democracia, não mergulhemos, por ora, nessa vulgaridade por apelo daqueloutro.

  18. “nada há de complexo a ser elaborado quando se empenha o trigo vindouro para comprar trigo colhido.”

    Concordo, caro Justiniano, concordo. Tal como concordarei com a classificação de “vulgaridade” ao que de facto vulgar é e será.
    Mas há um senão no seu comentário:
    o Henrique Medina!
    O próprio do próprio.
    Sejamos francos, o homem foi condecorado com o epíteto de “competente”, e mais, de possuidor de sageza cirúrgica atempada ou contra-corrente (bonito!), feroz criticismo premonitório, etc., e muito mais. E ainda mais: é ouvido!

    O Henrique Medina! Francamente.
    Meu caro, prefiro o pintor, pelo menos tinha o mérito de ser intragável.
    Um grande cumprimento.

    CVidal

  19. Mariana diz:

    Olá Justiniano,

    Concordo inteiramente. Não deveria ter descarregado no Medina Carreira. Apesar de não ser economista, penso que ele trata as questões que aborda de forma simplista e leviana (esta gente, eles não sabem o que fazem…) É arrogante e mal criado.

    Todavia, amigos economistas dizem-me que ele tem alguma razão no que diz acerca da irresponsabilidade dos nossos governantes. Acho que o Vidal concordaria com este argumento, não obstante a repulsa que sente ou parece sentir pelo dito persona.

    Assim, apresento aqui as minhas desculpas ao senhor pelos insultos. Ele é mais velho do que eu. Merece respeito e, bem vistas as coisas, até tem alguma razão. Mas não gosto da forma como argumenta. É arrogante. Eu tendo a tratar arrogantes com doses redobradas de arrogância.

    As minhas desculpas ao dito senhor,

    Passe mais por aqui, Justiniano. É das poucas pessoas que gosto de ler nesta conturbada blogosfera.

    Saúde e boa tarde

    Mariana

  20. Justiniano diz:

    Caríssimo Vidal, compreendo!
    Mas repare que o Henrique Medina Carreira já foi também apodado de tudo, muito antes da sua recente ascensão ao que o caro Vidal diz ter ouvido por “competencia”…convenho que há ali, naquele tremendismo, um pouco de tudo. Há, acima de tudo, sobreexposição. Diria até que o homem também é de esquerda e adepto do Estado Social, como o outro e como todos!!
    Mas havemos de convir que diminuir o Medina Carreira por, como diz, ” contra-corrente (bonito!), feroz criticismo premonitório”, botabaixismo, miserabilismo…é reabilitar a coisa Sócrates. (Como já lhe havia dito em comentários anteriores, o homem, Sócrates, é infindável…nem lembraria ao diabo, vai sempre mais além daquilo que se poderia julgar o possível, testa os limites do possível e a própria existencia de Deus).

  21. Justiniano diz:

    Caríssima Mariana, mui agradecido pela amabilidade!!
    Um bem haja para si também,

  22. Manoel diz:

    Quando o sábio aponta para a lua, o néscio olha para o dedo.
    Fica o senhor Vidal estarrecido com os estalidos de saliva, apoquentado com a qualidade dos gráficos, irritado com os trejeitos…Ou seja, detem-se na forma e ignora deliberadamente o conteúdo.
    Quando o senhor Vidal afirma “mas o que é grave é que ele seja ouvido” poderemos depreender que sustenta que o homem deverá ser silenciado?
    Belo conceito de liberdade.
    Mas o pior é que a realidade está a ultrapassar a ficção.

  23. Carlos Vidal diz:

    Não concordando com o facto, caro Justiniano, de que desancar em Henrique Medina é reabilitar a coisa Sócrates (não concordo mesmo, e até os acho próximos, a considerar aquilo que mandam Sócrates dizer que é, uma vez que essa coisa não é nada), não concordando com isso, dizia eu, creio que o meu caro me apanhou, sagaz como é, em flagrante delito, pois usei um termo nobre (ser “contra-corrente”) para definir o Henrique Medina.
    Ora o homem, o Henrique Medina, é contra a corrente que ele acha que é a corrente, a pobre social-democracia. Pois o que o homem é, no fundo, é algo enleado num neoconservadorismo sem cultura e pindérico, basofeiro.
    Kristol, pai e filho têm cultura, Strauss ou Schmitt são génios políticos, Henrique Medina ronca. No sentido em que roncar é bravatear, é bem de ver. O homem diz mil vezes que é preciso mexer em tudo, da justiça ao diâmetro dos parafusos, e a resposta é sempre a mesma: começa-se pela cultura dos partidos, pelo civismo. Acha o meu caro amigo que se eu repetir isto mil vezes estou a ser útil para alguma coisa?
    Não, não estou.
    (Assim penso.)

    Manoel, e muito admiro eu o outro Manoel, repare:
    admiro-me e sinto repulsa pelos estalos de saliva, pelos gráficos paupérrimos, pela mísera perspicácia do homem Medina. E queria que eu me admirasse com o quê mais?
    Com o “conteúdo” da mente Medina?
    E onde está ele, o “conteúdo”?
    Diga, diga.

  24. Manoel diz:

    Não digo, não…
    Não digo porque o não quer ver.
    Assim sendo, o melhor será concordarmos em discordar.

    P.S. Também eu muito admiro o outro Manoel.
    E com esse aparte, de uma subtileza calculada, acaba de dar razão ao ponto de vista do Justiniano. Enaltece um, apoucando o outro…

    Fique bem!

  25. Carlos Vidal diz:

    Caro Manoel, não o apouco em nada (até porque V. não deve precisar do meu “enaltecimento” ou consideração para nada – quem sou eu?, igualmente nada).

    Apelo apenas para que perceba que o sr. Henrique Medina pouco tem a dizer ao país (digamo-lo deste modo).
    E esse pouco é estereotipado, formatado por um autodidatismo basofeiro e sem consequências.
    Repare: Russell socorre-se da matemática e da lógica para nos falar de “correspondência”, “coerência” e “verdade”; Badiou socorre-se da matemática para nos falar de igualdade. Henrique Medina socorre-se de números por puro onanismo. Dos números não retira nada. E nem sequer estão certos. O seu (dele) conhecimento de economia é nulo. Um Louçã, em 10 segundos, esmagá-lo-ia.
    Um autodidata só é insuportável quando é basofeiro.
    É o caso.

  26. Carlos Vidal diz:

    Já agora caro Manoel e leitores,

    Querem conhecer estudos de economia válidos e de um rigor inabalável?
    Fiquem nesta página, e consultem os estudos de Eugénio Rosa.
    Cumps.
    CV

  27. Justiniano diz:

    Caríssimo Vidal, compreendi!!
    Mas discordo num ponto. Hoje, desancar em Medina Carreira é reabilitar a coisa Sócrates (Sócrates não é próximo de nada, a não ser de si próprio). Kristol, Irving, sim, um homem culto e de premente verbo, um grande intelectual. Quanto ao filho, não creio. Strauss e Schmitt, podem ser lidos, sempre. Mas nunca perpassou pela cabeça de ninguém comparar, sequer em superlativo, o Medina Carreira àqueles três, ou a outros trezentos. Estamos na pequena dimensão dos fazedores de opinião televisionados, caro Vidal (E nesse mundo o MC foi uma excepção, contra a corrente, quando todos se rendiam à abundancia Socrática. Aquele alertava!! Com algum método emaranhado naquela aparente loucura pesporrente). Não estamos a falar de grandes pensadores.
    O caro Eugénio Rosa disse coisa muito próxima daquele Medina Carreira, ou MC disse coisa muito próxima de ER. O necessário neo-mercantilismo, neo-proteccionismo, a produção, a sustentabilidade e acima de tudo, caríssimo Vidal, há que o reconhecer com justiça, disse, quando todos julgavam navegar sob protecção hanseática e bávara, que aqueloutros não nos iriam sustentar eternamente. Quando outros se julgavam soberanos, por irmandade, sobre a fazenda daqueloutros e de mais alguns, diziam, o tal MC e o ER entre muitos outros não ouvidos nem lidos, que alguma reserva seria necessária, prudencia, não que muitos de entre nós se não quizessem entregar à soberania dos outros, mas porque, talvez, os outros não quizessem receber tal prémio.
    Um bem haja para si,

  28. Carlos Vidal diz:

    Um comentário muito rápido, muitíssimo rápido, caro Justiniano.
    Repito não concordar com a ideia de que uma forte crítica a Medina reabilita a coisa Sócrates (mas, sou o primeiro a dizer que Medina é Medina, Sócrates é coisa, certíssimo). E não posso concordar por uma simples razão: muitos antes da coisa Sócrates, já as atoardas de Medina ribombavam na estratosfera “tugalesa”.
    Pense nisso.
    A profissão de Medina (não, não o acho Cassandra, o homem não tem dimensão trágica) é antiga – dizer que nos arruinamos se gastarmos acima das receitas, meu caro, até a minha esferográfica o sabe. Não precisamos de ninguém para fazer desse discurso, assim sem mais, um novo dogma.
    Até porque não é um dogma, e tudo se complexifica além disso.
    O mundo em que vivemos é outra coisa.
    Igualmente, um bem haja para si.

Os comentários estão fechados.